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“Não adianta pegar dinheiro no banco para investimento e comprar automóvel”, diz empresário 

José Augusto Esteves foi entrevistado pelo Nomes & Marcas e contou a sua trajetória
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 27/03/2019 - 13:51Atualizado em 27/03/2019 - 18:20
(fotos: Mano Dal Pont)
(fotos: Mano Dal Pont)

Natural da pequena Cerqueira Cesar, em São Paulo, foi em Santa Catarina que José Augusto Esteves se tornou empresário. Passando por diversos bancos, com destaque para o Safra, os negócios prosperaram devido aos conselhos de Vítor Konder Reis.

Mas, antes de chegar no sul do estado, trabalhou até com distribuição de leite.

“Certa vez, lá em Cerqueira Cesar, estávamos num bar e uma pessoa pediu um copo de leite. O dono do bar não venceu, disse que o leite que tinha era para o consumo dele. Vimos ali uma oportunidade de negocio e passamos fazer distribuição de leite pasteurizado. Foi um negócio paraleo que eu fiz enquanto era bancário", contou.

“Eu trabalhava entre 4h e 8h entregando leite, depois ia para o banco. Até que um chefe político, que trabalhava comdistribuição de leite,  resolveu me mandar embora da cidade”, completou.

Como bancário, José Augusto chegou a gerente aos 27 anos. 

Sua relação com Criciúma vem do Banco Safra, trabalhando na unidade de Blumenau, mas que atendia a terra do carvão.

Nessa época Vítor Konder Reis desejava montar a sua empresa de fomento mercantil e o procurou.

“O dr Vitor tinha um cartório em Tubarão, então ia ficar uma semana lá, uma em Criciúma e outra em São Paulo”.

José Augusto era gerente de banco, um dos preferidos de Vitor Konder, só que a demora na definição da questão fez com que ele tomasse o seu próprio caminho. “Ele ficou dizendo para esperar, mas aí percebi que precisava tocar a minha vida”. Isso aconteceu quando Konder foi trabalhar na Sadia.

Em 1988 abriu sua empresa e com o passar dos anos os negócios foram se diversificando, com destaque para o fomento mercantil, seguindo a ideia inicial.

José Augusto também investiu em condominios. E deu certo. 

“O Lagoa Dourada foi o primeiro da cidade, e a idéia inicial era para ser como pequenas  chácaras, porque tem lotes de 3 mil metros ou 4 mil metros. E deu certo. Hoje lá o preço dos terrenoso oscila em torno de R$ 1 milhão”, comentou. Depois, outros condominios foram lançados, com sucesso.

Hoje, José Augusto é sócio de um grande condominio em Porto Alegre, uma cidade projetada, área de 354 hectares, onde um dos parceiros é o empresário Carlos Gerdau.

José Augusto conta que ao longo dessa trajetória tomou alguns calotes e pensa que a economia vai melhorar.

Uma época complicada foi no Governo Collor, difícil para quem lidava com dinheiro.

Para ele, a formula para vencer é simplesa - “É preciso trabalhar sempre, não gastar mais do que ganha e não utilizar cheque especial. Todo negócio tem que analisar bem. Não pode pegar dinheiro no banco para investumeto e usar para comprar automóvel”, concluiu.