Após duas vitórias, o Criciúma voltou a perder nesta sexta-feira (24) contra o Sport, em Recife, em partida válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em mais uma partida em que o Tigre teve dificuldade de transformar volume ofensivo em gols, o tricolor carvoeiro viu o empate escapar após um gol de pênalti no último minuto.
Com o resultado, o Criciúma permanece na quinta colocação, com 59 pontos, e mantém a distância de três pontos para o líder Vila Nova, que ainda joga nesta rodada.
Durante a coletiva pós-jogo, o técnico Umberto Louzer avaliou o desempenho da equipe.
Planejamento
Louzer começou a coletiva respondendo sobre a disposição tática do time, que jogou com uma linha de 5 e com um ataque mais móvel.
“A linha de cinco, com três zagueiros de origem, foi muito em função do adversário que costuma colocar quatro ou cinco jogadores no ataque, para neutralizar o jogo de profundidade do adversário e a flutuação do Barletta, que vinha de fora para dentro. A gente precisava proteger bem o centro do campo e rodar essa linha. Ao meu ver, fizemos um bom primeiro tempo, controlamos o jogo e tiramos o ímpeto do adversário”, explicou.
Além das mudanças na defesa, para o jogo desta sexta-feira o técnico trouxe o atacante Diego Gonçalves para o time titular.
“Outra situação é que a gente entrou com o Diego jogando como nove, a escolha foi justamente porque o adversário, no seu bloco alto, aceitava muita igualdade, então o Diego é um atleta com velocidade, que consegue cair pelos dois lados do campo e também consegue ter essa flutuação. [...] Ao meu ver, isso surtiu efeito, tivemos a bola, tivemos volume e finalizamos mais que o adversário”, concluiu.
O que faltou para o Tigre?
Na avaliação do técnico, o maior problema do time segue sendo o baixo aproveitamento do volume criado. Apesar de liderar as estatísticas ofensivas, o Criciúma saiu vencido de Recife.
“O que nos faltou foi eficácia para aproveitar o volume que tivemos, para sair daqui com um resultado diferente. No gol, acabamos tomando um contra-ataque. Nós sabíamos que precisávamos ter atenção ao Barletta e acabamos oferecendo essa oportunidade pra ele.”, explicou.
Depois do Sport abrir o placar em um contra-ataque rápido, com brilho individual de Barletta, o Tigre mexeu e voltou para o jogo com a entrada de Gui Lobo e Romarinho reforçando o ataque.
“Abrimos mão de um zagueiro e buscamos o empate. Acabamos cedendo, mesmo com superioridade, um detalhe e acabou escapando um ponto contra um adversário direto”, comentou.
Próximo jogo
O próximo desafio do time carvoeiro é a Ponte Preta, lanterna da competição, no Heriberto Hülse, na sexta-feira (24). Para o jogo, Louzer pretende trabalhar a eficácia do ataque.
“A gente tem que olhar para dentro, fazer os nossos ajustes, mesmo em final de temporada, mesmo em vitória, nós temos mencionado isso. A gente tem trabalhado muito essa eficácia, porque a gente tem tido muito volume ofensivo, tem entrado muito no terço final do adversário, então temos que trabalhar a ansiedade para converter esse volume em gols”, detalhou.
Afastando qualquer discurso de favoritismo, o técnico Umberto Louzer encerrou a entrevista falando sobre a preparação psicológica para o jogo e o respeito à equipe adversária.
“Todo jogo tem sua responsabilidade. O jogo contra a Ponte será como nós enfrentamos todos os adversários desde a minha chegada aqui. Respeito máximo para todos os nossos adversários e por isso que eu falei que iremos fazer uma excelente semana de preparação, já falamos aos atletas também que não podemos cair nessa armadilha, ninguém ganha nada de véspera.”, concluiu.
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