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Ministério Público recomenda que Criciúma cumpra decreto

Segundo a 5ª  Promotoria de Justiça de Criciúma, a cidade precisa adotar as medidas mais rígidas de combate ao coronavírus, acordadas pela Amrec
Gregório Silveira
Por Gregório Silveira Criciúma, SC, 29/07/2020 - 15:19Atualizado em 29/07/2020 - 15:36
Foto: divulgação
Foto: divulgação

"Na hora difícil realmente vemos quem são os líderes de verdade. Me admiro o prefeito de Criciúma que afirma inúmeras vezes que as pessoas não estão cumprindo as normas, tomar uma atitude dessa." A afirmação é do promotor da 5ª  Promotoria de Justiça de Criciúma, Luiz Fernando Góes Ulyssea, que soube pela imprensa, que a prefeitura do maior município da região não quer acatar o decreto mais rígido no combate ao coronavírus. As medidas mais firmes foram aprovadas terça-feira, 28, pelos gestores das cidades que fazem parte da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). "Não estamos questionando as medidas. O objetivo é que todos os municípios cumpram a determinação que foi aprovada pela maioria", ressaltou o promotor. Luiz Fernando disse ainda que caso necessário o Ministério Público vai recomendar o cumprimento. "O mesmo aconteceu na região de Laguna (Amurel) e municípios que não concordavam tiveram que se adequar. O Ministério Público está seguindo o critério de decisão regionalizada"  

A polêmica teve início no final da tarde de ontem. Os prefeitos da Amrec se reuniram e resolveram modificar as regras que passam a valer a partir de hoje e seguem pelos próximos 14 dias. O prefeito de Criciúma Clésio Salvaro afirma que as medidas aplicadas em Criciúma já são mais efetivas. "Na segunda-feira nos prorrogamos o decreto por mais 14 dias. Na terça-feira você muda o decreto. Assim você acaba intoxicando a população com tantos decretos e não há uma eficiência no cumprimento." Para Salvaro o cumprimento das normas que haviam sido estipuladas anteriormente precisam de maior fiscalização por parte dos outros municípios. "Nós temos um decreto e estamos fazendo cumprir ele. Se os municípios fizessem isso, fechar os estabelecimentos que estão descrumpindo, estender os horários de serviços essenciais daria certo. Entendemos nós que é a medida mais acertada."

Para o prefeito, fechar supemercados aos finais de semana vai gerar mais aglomeração. "Esse medida de alterar os horários dos mercado, não trabalhar no sábado e no domingo, vai provocar uma aglomeração na sexta ou no sábado pela manhã e nós entendemos que tem que estender o horário e não diminuir. Não quero dizer que os demais prefeitos estejam certos ou errados, nem que eu esteja certo ou errado. Não tem um estudo que comprove que está certo ou errado", comentou. 

Algumas medidas do novo decreto 

 

Supermercados, mercados, padarias, açougues, feiras:

Limitação de uma pessoa por família, redução para 50% da capacidade, horário de funcionamento destes estabelecimentos das 6h às 20h de segunda-feira a sexta-feira e sábado até às 12h. Nos domingos permanecerão fechados. 

Bares, restaurantes e similares:

Além de cumprir medidas do Estado, o horário ficou limitado de segunda-feira a sexta-feira, das 6h as 21h, fechados aos sábados e domingos.

Academias:

De segunda-feira a sexta-feira, das 6h às 20h. Necessidade de fazer a aferição da temperatura de funcionários e clientes. 

Comércio em geral:

Segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h e sábados até as 12h e fechado aos domingos. A entrada de clientes deve ser equivalente ao número de atendentes. Igreja:Funcionamento com 30% da capacidade. 

Tags: coronvírus