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Ligado nas redes sociais e homem simples, governador Moisés fala sobre seus gostos

Ele foi o entrevistado deste fim de semana do Nomes & Marcas, destacando a relação com Bolsonaro
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 30/06/2019 - 15:25

Carlos Moisés da Silva foi eleito governador de Santa Catarina com 71,09% dos votos no segundo turno. De bombeiro reformado ele viu a sua vida mudar em poucos meses. O Comandante Moisés, como era chamado, concedeu entrevista exclusiva para a Rádio Som Maior, exibida na íntegra dentro do Nomes & Marcas deste fim de semana.

“A minha esposa já está aposentada como professora e eu iria advogar um pouco e viajar, então surgiu esse momento novo. Eu estava na capital e surgiu esse convite para ajudar na campanha do Bolsonaro e do Lucas Esmeraldino. Foi no dia 4 de agosto que passei a ser candidato e fomos eleitos com essa margem de vantagem”, comentou o governador.

Depois de assumir, ficou complicado o relacionamento com a família, e quando vai fazer uma viagem longa de carro, costuma ir dirigindo, levando a esposa. “Eu sempre fui um homem de fazer tudo em casa. Esses dias fui ao super mercado e peguei um saco de pregos na mão, que delícia uma vida normal, poder dirigir o próprio carro”, disse Moisés.

Ainda na vida pessoal, o governador catarinense aprecia música brasileira. “Eu gosto muito da criatividade do Djavan. É um poeta que tem uma pegada muito romântica. Eu gosto muito da MPB e de tocar violão, isso ajuda a distrair da rotina do dia a dia”, revelou.

Ligado nas redes sociais

Carlos Moisés disse que algumas vezes é abordado por pessoas de 80 anos, dizendo que está fazendo um bom trabalho. Segundo ele, isso acontece devido a sua popularidade nas redes sociais, onde consegue um bom engajamento. Acredita que é preciso levar a informação sem distorção e que isso ajudou a ser eleito.

“Essa coisa do relacionamento do governador com o internauta é uma coisa, querem saber da minha vida pessoal. Quando eu toco uma música da 10 mil curtidas, 35 mil visualizações e 700 comentários. Esses dias tiraram uma foto minha catando marisco na praia e eu postei. Eu sou um cidadão comum”, comentou.

Política

O governador, que antes não era político, citou que o primeiro escalão de seu governo está bem definido. O trabalho começou em novembro e com seis meses no comando de Santa Catarina, buscaram colocar em prática as promessas de campanha. A expectativa é poupar R$ 500 milhões ao longo de 4 anos com o corte de cargos comissionados e de secretarias regionais.

“O Estado é deficitário, nós temos que pagar as dívidas e arrumar recursos para fazer obras. Esse é o estado que a gente recebeu e ele não pode parar. A bandeira da infraestrutura foi levantada por nós e ela não pode ser esquecida”, lembrou. Outra medida foi o Governo sem Papel, que irá economizar até R$ 29 milhões por ano, conforme o governador.

Relação com o presidente

Embora os dois tenham sido militares, Moisés pensa que o seu estilo não é o mesmo do que o de Jair Bolsonaro. Ele serviu o Corpo de Bombeiros por três décadas, enquanto o presidente da República seguiu o caminho político muito antes. Moisés acredita que as eleições do ano passado não foram uma onda e que isso se repetirá em 2020.

“É uma relação muito boa, quando vamos à Brasília somos bem recebidos pelo presidente. Ele tem as demandas do Brasil inteiro então a gente não incomoda. A gente sabe que as coisas são resolvidas nos ministérios, a gente também visita o Fórum Parlamentar Catarinense que tem um papel muito importante. Tem ainda a Secretaria de Articulação Nacional”.