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Inteligência Artificial: onde é aplicada e como funciona

Especialista explica como a I.A já está em muitas das coisas que consumimos
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 05/08/2020 - 12:08Atualizado em 05/08/2020 - 12:10
Foto: reprodução
Foto: reprodução

Até alguns anos atrás, o termo inteligência artificial era visto pela grande maioria da população como algo do futuro, que determinaria uma nova fase do comportamento humano. Por mais que passe despercebida por muitos, a inteligência artificial já está inserida no dia-a-dia das pessoas e não é nada “mágico”.

Mestre em telecomunicações e diretor de soluções de TI B2B da Telemar Norte Leste do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Faria realizará uma palestra na noite desta quinta-feira, 6, às 19h, pelo canal da Unesc TV, desmistificando algumas das questões que envolvem a inteligência artificial.

“Muito conceito da I.A está influenciado pelos filmes de ficção científica, tem muito erro de interpretação do que ela pode fazer, das possibilidades que ela tem e do que de fato ela consegue entregar. Isso não é mágica, existem algoritmos e estatísticas e é preciso abrir mão de algumas coisas em prol do uso da inteligência artificial”, declarou.

O profissional ressalta que o papel da Inteligência Artificial é prever coisas, baseado em dados coletados e algoritmos. Em um momento tão digital quanto o atual, em que qualquer rede social ou sistemas os quais acessamos deixamos um rastro de dados, essas informações acabaram virando um atrativo para que a inteligência pudesse agir e prever algumas coisas específicas.

O simples fato de, ao pedir um Uber, saber em quantos minutos iremos chegar em determinado local e quanto tempo irá demorar para o motorista chegar até você, passa pelo uso de I.A. “Isso é inteligência artificial, ela usa algoritmos que tem a capacidade de usar dados e prever com cada vez mais precisão o tempo de deslocamento, a chegada e as condições externas desse trajeto, como o tráfego estimado e uma série de fatores que contribuem para essa previsão”, pontuou Luiz.

Algo mais “simples” do que o uso do Uber, e que muitas vezes passa despercebido por nós, e que conta com o uso de inteligência artificial, é a sugestão de filmes e conteúdos em serviços de Streaming como Netflix. Baseado nos dados dos filmes que o consumidor já assistiu, o serviço utiliza de algoritmos para sugerir conteúdos que sejam parecidos com tais.

“Existem outros campos da inteligência artificial que interpretam textos e linguagem naturais, e que estão cada vez mais combinados. A precisão das previsões dessa inteligência aumentou muito nos últimos anos por conta da sofisticabilidade e dos algoritmos. Agora temos previsões na ordem de 90% ou 95% de acerto, em que você pode aplicar na saúde ou até mesmo na identificação do portfólio de investimentos”, ressaltou o especialista.