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Depressão pós-carreira é muito comum entre atletas

Problemas com alcoolismo e dependência química são desafios enfrentados no fim da carreira
Por Enio Biz Criciúma, SC, 07/04/2022 - 08:37 Atualizado em 07/04/2022 - 12:44
Antônio Alex Silva da Rosa, o Alex Viola, preside a Associação de Garantia aos Atletas Profissionais de Santa Catarina (Foto: Bruno Gallas / 4oito)
Antônio Alex Silva da Rosa, o Alex Viola, preside a Associação de Garantia aos Atletas Profissionais de Santa Catarina (Foto: Bruno Gallas / 4oito)

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Que a carreira de jogador de futebol é curta, ninguem tem dúvida. E quando chega a hora de parar, muitos desafios aparecem. Muitas vezes sem estrutura ou sem planejamento para o momento da aposentadoria, ou da carreira interrompida, os atletas podem se deparar com problemas sociais, como o alcoolismo ou as drogas, e até mesmo a depressão profunda.

Em Santa Catarina, existe a Associação de Garantia aos Atletas Profissionais de Santa Catarina que atende 800 atletas profissionais em atividade nas três primeiras divisões do futebol catarinense, e mais de 1.300 atletas que já pararam de jogar. Em entrevista ao programa Adelor Lessa desta quinta-feira (07), o presidente Antônio Alex Silva da Rosa, o Alex Viola, explicou que o papel da entidade é meramente social.

"É uma responsabilidade bastante grande. A Associação tem um apelo social. Em 1975, foi criado um fundo para atender os atletas. Naquela época, já haviam atletas com problemas de dependência química e alcoolismo. Diferentemente de outros países, aqui primeiro você é atleta, depois cidadão. Não se trabalha essa base educacional. Existe uma verba, através da Lei Pelé, um percentual de toda transação e contrato de atletas em atividade que são revertidos para os atletas aposentados. É uma verba mais direcionada para a questão da educação, embora há outros benefícios", avalia.

Alex Viola alertou sobre um problema decorrente é a depressão pós-carreira. "A depressão vem em primeiro momento. Há um projeto, em andamento, que visa o amparo e o apoio ao atleta, e desenvolvemos todas as terças no Estádio Heriberto Hülse para atender atletas da região. Queremos evitar que o atleta chegue a depressão, e após isso, venha caminhos obscuros como o álcool ou droga. Quando tenho oportunidade e vou aos clubes, meu discurso é um só. Para que os atletas se preparem para o pós-carreira. Para que estejam preparados a fazer alguma coisa fora o futebol", finaliza o presidente.

Confira o podcast da entrevista de Alex Viola:

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