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De Sergio Moro a Daniel Freitas: A repercussão da operação da PF

Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão nas residências de políticos, empresários e ativistas
Por Guilherme Nuernberg Criciúma - SC, 27/05/2020 - 13:29Atualizado em 27/05/2020 - 13:45
Polícia Federal deixando casa do blogueiro Allan dos Santos após cumprir mandado de busca e apreensão / Foto: Reprodução
Polícia Federal deixando casa do blogueiro Allan dos Santos após cumprir mandado de busca e apreensão / Foto: Reprodução

A repercussão foi imediata. Momentos após sair a notícia que a Polícia Federal deflagou uma operação na manhã desta quarta-feira, 27, para cumprir mandados de busca e apreensão por conta de uma investigação do Supremo Tribunal Federal, que visa combater a disseminação de notícias falsas, choveu nas redes sociais declarações de de apoio ou contrárias a ação.

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro ressaltou a importância da autonomia da PF nas ações deflagradas e lembrou que o ministro do STF Alexandre de Moraes manteve os delegados na invetigação após as denúncias de interferência. 

O empresário Luciano Hang, dono da rede de megalojas Havan, foi um dos "visitados" pela PF. Ele realizou um live em suas redes sociais logo após a conclusão da operação, de dentro do centro de operações da Havan, em Bruque. Ele afirmou que levaram seu celular e computadores. O empresário afirmou que está tranquilo e trata tudo com transparência. 

O deputado federal criciumense Daniel Freitas classificou a operação como um absurdo. E questionou o motivo da operação alegando que o STF era apenas 'zuado'. Até o momento, há a informação que quatro deputados federais do PSL foram alvos da operação, incluindo Carla Zambelli, que foi personagem importante no embate entre Moro e o presidente Jair Bolsonaro. A deputada Bia Kicis, que dias atrás atacou o ministro Celso de Mello em vídeo, também teve equipamentos eletrônicos apreendidos.

Os filhos do presidente também se manifestaram no Twitter. O vereador Carlos Bolsonaro da a entender que a ação policial foi proposital. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro alega que as atitudes do STF vão de encontro a Constituição. O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, aponta que jornalistas, humoristas e cidadãos comuns foram tratados como bandidos.

Danilo Gentili chamou o inquérito de autoritário, mas questionou que muitas pessoas que estão criticando a ação do STF, apoiaram as manifestações que pediam o AI-5 nas últimas semanas. O deputado federal do Rio Grande do Sul, Marcel Van Hattem, lembrou que o senador Flávio Bolsonaro foi contra a criação da CPI da Lava Toga. A jornalista Gabriela Prioli fez uma reflexão sobre pesos e medidas.