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Das ondas do rádio para a TV e a vida acadêmica

Jornalista Lize Búrigo foi a convidada do Programa Do Avesso desta quarta-feira
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 03/06/2020 - 20:00
Fotos: Guilherme Nuerberg / 4oito
Fotos: Guilherme Nuerberg / 4oito

Ela entrou no mundo da comunicação aos 14 anos, gravando um comercial para o rádio, sem a autorização dos pais. Era apenas o começo da trajetória profissional da jornalista Lize Búrigo, a entrevistada do programa Do Avesso desta quarta-feira, 3, na Rádio Som Maior. Lize já teve passagens no rádio, televisão, gestão e na vida acadêmica.

Início da vida na comunicação por meio do rádio

Seu início na comunicação foi ainda adolescente, quando começou a gravar comerciais. “Comecei em uma rádio FM mas não no jornalismo e sim no entretenimento. Na verdade, eu comecei gravando um comercial de uma revenda de sorvetes e então recebi o convite de apresentar um programa de música na RCE (Rede de Comunicação Eldorado) ”, explica Lize.

Com 15 para 16 anos se mudou para Florianópolis para trabalhar na rádio Atlântida, sendo uma das vozes femininas pioneiras no rádio de Santa Catarina. “Naquela época não havia muitas mulheres na rádio e o Sérgio Sirotsky, coordenador das rádios da RBS, passou por aqui e me escutou na RCE e me convidou para ir para a capital”, conta Lize. 

Alguns anos trabalhando na rádio Atlântida e ganhando prêmios com os programas de mais audiência, começou a atuar na TV para apresentar em uma bancada de jornal, o que era totalmente diferente do que ela realizava na rádio. “Eu já estava há uns seis ou sete anos na rádio e surgiu uma rede OM e apareceu a oportunidade de eu ser âncora. Eu não produzia reportagens e nem cuidava das informações, eu só lia as notícias”, explica. “Eu passei muito trabalho porque na rádio era feliz, alegre e na TV tive que virar uma Lize mais sisuda, séria”, completa. 

A volta para Criciúma e o início na TV

Por questões familiares retornou para Criciúma e começa a trabalhar com a gerência de confecção. Após algum tempo trabalhando com administração, sentiu saudade da comunicação. “Surgiu uma oportunidade de trabalhar em uma rádio em Morro da Fumaça e eu pedi para trabalhar lá”, pontua. 

Junto com o seu trabalha na confecção e na rádio, iniciou a graduação em Jornalismo na Unisul de Tubarão. Foi quando que surgiu, na RBS TV de Criciúma, a oportunidade de realizar um trabalho. “Eu estava no segundo semestre da graduação e fui fazer esse freela e depois de 15 dias me contrataram e ali foram 15 anos atuando em reportagens externas, apresentação do Bom Dia Santa Catarina, Jornal do Almoço e até a gerência de Jornalismo”, conta. 

Entre as diversas lembranças na cobertura jornalística, destacam-se reportagens estaduais e nacionais. “Teve uma vez que eu desci com o cinegrafista Adailton Martinello e a pauta era de aumento do combustível. E começou a chover e a água começou a subir, subir e eu falei ‘opa mudei a pauta’, só avisei ‘olha vou mudar a pauta, caiu a do combustível e vou fazer de enchente’”, relembra. “Lembro que a água batia na cintura e eu andei toda a rua com água na cintura”, complementa. 

No Furacão Catarina ela realizou participações ao vivo para todo o Brasil em noticiários nacionais, falando sobre a situação que a região enfrentava. 

A sua vida acadêmica 

Depois de atuar na Rádio e na TV, em 2007 abriu o curso de Jornalismo da Faculdade Satc e Lize ficou como coordenadora por 12 anos. Atualmente é professora horista da graduação. “Aprendi muito, continuo aprendendo com os aluno”, completa. "Durante a pandemia, o jornalismo veio reafirmar a importância da nossa profissão. Porque depois dos profissionais da saúde, eu digo que nós somos os grandes soldados, porque graças aos meios de comunicação as pessoas estão sendo informados sobre as formas de transmissão, de prevenção e cura”, enfatiza.   

Lize também conta com histórias engraçadas cobrindo o Carnaval de Laguna entre outras tantas lembranças da sua trajetória de vida pessoal e profissional.