O Criciúma quer vender o naming rights do estádio Heriberto Hülse por cerca de R$ 8 milhões em dois anos, o equivalente a R$ 4 milhões por ano. Se houver acesso à Série A, o preço pode subir, e o clube trabalha com um plano A e um plano B para cada negociação.
Para medir o valor real do estádio, o clube passou a usar uma ferramenta do Ibope, que mostra a cada patrocinador o retorno que recebe, e contratou a consultoria Outfield, que ajuda a traçar metas e organizar o plano comercial como explica o presidente do clube, Pedro Paulo Milanez Canella.
“Nós há um ano estamos tentando vender já. Fizemos vários ensaios, várias propostas. No começo, como a gente não tinha noção do que podia pedir, não tinha essa ferramenta do Ibope, a gente acabou pedindo muito mais do que o mercado vendia nas outras arenas”, disse o presidente.
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Valor pode subir com acesso à Série A
Em cada visita a possíveis patrocinadores, o Criciúma apresenta um plano A e um plano B. Com o acesso à Série A, todos os patrocínios, inclusive o do estádio, teriam valores maiores.
Para vender a ideia a empresários daqui e de fora, o clube criou um departamento comercial, que nunca existiu.
“Tu imagina uma arena Angeloni, Giassi, Bistek, Nunes. Ou um supermercado, ou um pool de supermercados se unirem. Eu acho que falta a gente aproximar”, ressalta o Canella.
Fim das bets muda o mercado de patrocínio
Segundo Canella, as bets e as ligas trouxeram benefício no primeiro momento, mas com efeito inflacionário, deixando salários dos jogadores tão elevados que o clube não suporta. Com a saída das bets das camisas, o clube passou a buscar empresas como patrocinadoras master, o principal espaço do uniforme.
Os dois últimos patrocinadores master vieram por meio de uma empresa de São Paulo, parceira do clube: Estrela Bet e Bolsa de Aposta. Agora, quem ocupa o espaço é a Hipper Freios, que entrou em um momento de aperto financeiro.
“Eu não me importo nem um pouco das pessoas ganharem dinheiro com o Criciúma, desde que o Criciúma ganhe muito”, finalizou.
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