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Covid-19: Hospital São José busca voluntários para pesquisa de vacina

Pesquisador acredita que vacinação será liberada nos primeiros meses de 2021
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 30/10/2020 - 08:52Atualizado em 30/10/2020 - 15:47
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

O Hospital São José (HJS) está em busca de voluntários para uma pesquisa de desenvolvimento de vacina contra o novo coronavírus. O hospital é o único catarinense até o momento a estar cadastrado para fazer o teste da vacina desenvolvida pelo braço farmacêutico da empresa norte-americana Johnson & Johnson, a Janssen.

“Começaremos agora a fazer um pré-cadastro para selecionar voluntários que possam, em breve, serem incluídos neste estudo. Para fazer o pré-cadastro é só acessar o site do hospital, onde há um link com mais informações sobre o estudo e, a partir daí, nos encaminhar um e-mail com alguns dados para contato, para assim que estiver ativo o recrutamento podemos informar o dia de participação”, declarou o médico pesquisador do Hospital São José, Felipe Dal Pizzol. 

Para se voluntariar é preciso ter 18 anos ou mais; estar com saúde boa ou estável e não tiver recebido anteriormente uma vacina para a Covid-19. Cerca de 60 mil participantes serão recrutados no mundo para participar da pesquisa, que já está na terceira fase. No Brasil, serão 7 mil recrutados, ao redor de 20 centros. 

A vacina da Janssen já está no mesmo estágio que a vacina chinesa, testada em São Paulo, e a de Oxford. “As fases 1 e 2 são mais voltadas para a segurança e determinar se, efetivamente, a vacina leva resposta a produção de anticorpos que foi ultrapassada. Por isso que a regulação americana autorizou a fase 3, que é para determinar a eficácia contra a doença”, pontuou o médico pesquisador.

Felipe demonstra positividade em relação ao período em que a vacina poderá começar a ser distribuída no Brasil. Para o médico, os grupos de risco deverão ser os primeiros a serem atendidos pela campanha de vacinação, algo semelhante ao que é feito com a Influenza, com projeção de liberação no primeiro trimestre do próximo ano.

“A previsão da Jenssen é de recrutar essas 60 mil pessoas entre final de novembro e início de dezembro, para que no início do ano que vem, entre fevereiro e março, se tenha pelo menos os resultados da efetividade a mais curto prazo. Até o fim do ano as agência reguladoras deverão poder liberar para fazer a vacinação, a minha perspectiva é de que em fevereiro ou março já tenhamos algum tipo de vacinação para a população”, pontuou.