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"Corrida na garagem, filme e filhos", diz lateral do Tigre

Victor Guilherme falou, ao Timaço da Rádio Som Maior, sobre os desafios de manter a forma e a cabeça no confinamento
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 24/03/2020 - 11:02Atualizado em 24/03/2020 - 11:05
Victor Guilherme durante coletiva realizada em janeiro / Foto: Divulgação
Victor Guilherme durante coletiva realizada em janeiro / Foto: Divulgação

O isolamento caseiro mexe com a rotina de praticamente todas as pessoas no país. No futebol, a situação é ainda mais acentuada: acostumados ao alto rendimento e às atividades coletivas, os jogadores precisam manter a  orma fisica e psicológica, na expectativa de que o Covid-19 passe e os campeonatos possam, enfim, retornar. O lateral direito do Tigre, Victor Guilherme, mandou um áudio exclusivo ao Timaço da Rádio Som Maior, falando sobre o período forçado de quarentena.

"Tá meio complicado pra todos, quase ninguém quer ficar em casa. A gente já está agoniado e tenta alguma coisa diferente para fazer", disse o jogador. Victor Guilherme participou de oito partidas do Criciúma na temporada e vai, aos poucos, se firmando como titular absoluto na lateral direita.

Sem treinos desde o último jogo no Catarinense, contra o Joinville no dia 15 de março, a comissão técnica orienta uma rotina de treinamentos caseiros para os jogadores. "A gente treina em casa, o professor passa vídeos novos para a gente, todo dia exercícios novos, corre dentro de casa no corredor, na garagem, faz exercícios", aponta Victor Guilherme.

Nos tempos em que não há a atividade física orientada pelo clube, a permanência em casa é praticamente lei. O jogador segue na busca por entretenimentos caseiros para passar o tempo e manter a cabeça no lugar. "A gente treina, fica em casa, assiste filme, brinca com as crianças. Tenta passar o tempo de alguma forma", diz.

"Vamos rezar, se cuidar todo mundo para que isso acabe logo, para a gente voltar aos treinos e todo mundo volte às rotinas normais", acrescentou o lateral. O período sem jogos é complicado para os atletas, sempre focados na competição. "Quero muito voltar a jogar, a treinar, é o que a gente mais gosta e sente saudade de fazer, estar ali no campo sentindo aquela adrenalina de todos os dias e jogos", completa.

Com 13 pontos em nove jogos, o começo do Tigre no ano foi de desconfiança para o torcedor. São apenas três vitórias no estadual, apenas uma no Heriberto Hülse. A maioria dos jogos em casa acabou com vaias vindo das arquibancadas. "Nosso time tinha começado a dar uma evolução muito grande nos últimos jogos. Contra o Joinville a gente fez uma apresentação muito boa. A gente tem poder muito grande, só precisava focar mais, ficar ligado nos treinos. Nosso time tem muito a crescer", avaliou Victor Guilherme.