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Como funcionará a Lei da Inovação em Criciúma?

Vereador e Idealizador do projeto de lei explicam como surgiu a proposta e quais os benefícios dela
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 26/01/2018 - 11:41Atualizado em 26/01/2018 - 11:50
(foto: Clara Floriano)
(foto: Clara Floriano)

A Câmara de Vereadores de Criciúma aprovou uma Projeto de Lei que prevê uma nova matriz econômica para a cidade. A Lei da Inovação como é conhecida, de autoria do vereador Aldinei Potelecki, prevê incentivos à atividade tecnológica e de inovação, visando o desenvolvimento sustentável de Criciúma.

Hoje no Programa Adelor Lessa, Anderson Rodrigo Farias, idealizador do projeto, empreendedor e professor universitário, e o vereador Potelecki contaram como surgiu a ideia e como funciona o projeto.

“Nós tínhamos essa dificuldade de encontrar incentivos para estabelecimento de novos negócios no município. Em meu mestrado na UFSC tive contato com o modelo da Tríplice Hélice, que envolve governo, universidade e indústria e que tem como base a inovação. A gente fomenta inovação por meio de conhecimento. O conhecimento que é produzido na universidade, deve atender as necessidades do mercado e com incentivo do governo federal, estadual e municipal”, explicou Farias.

Farias disse que o empreendedor não para de empreender, mas quando não encontra incentivos em seu município, procura outros municípios para se estabelecer. Foi assim que o empreendedor apresentou a ideia ao vereador que resolveu apostar. “Criciúma já estava com essa necessidade, só faltava juntar essas três hélices”, disse.

O vereador explica que o projeto ainda não virou lei. Trata-se, na verdade, de dois projetos. O primeiro que trata da criação do Conselho Municipal de Inovação e define o que é inovação, tecnologia, polo tecnológico e uma série de outros agentes. E o segundo é o Inova Criciúma, que é programa de incentivo a inovação.

“Conseguimos identificar que muitos agendes estavam trabalhando de forma individual. A Tríplice Hélice precisava ser criada em Criciúma. Hoje o faturamento das empresas de tecnologia gira em torno de R$ 320 milhões, isso representa cerca de R$ 7 milhões de ISS, quase 8% do que é arrecadado no município”, comentou Potelecki.

Para Farias, a lei vai proporcionar segurança ao setor, além dos incentivos, fomentando os negócios que já existem no município e atraindo novos negócios. “Esse pessoal que está empreendendo agora vai ficar dentro da cidade, os negócios que produzirem vão gerar mais ISS para o município e as empresas de fora vão querer vir para cá”, detalhou.

Potelecki falou que o projeto está alinhado com o Prefeito Clésio Salvaro e revelou que o prefeito tem interesse em fazer de Criciúma uma Smart City. “Ele tem um projeto que já é voltado para essa área. Seria um marco grande para Santa Catarina fazer de Criciúma uma cidade inteligente. Então, conversamos com ele para que ele encaminha a Câmara para que, em meados de março, possamos aprovar esse projeto”, disse Potelecki.