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As sequelas deixadas pela Covid-19

Doença pode deixar diversas sequelas nos contaminados
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 23/09/2020 - 10:49Atualizado em 23/09/2020 - 10:52
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Enfrentar a Covid-19 já é difícil para muitas pessoas, mas além disso, as sequelas podem ser tão ou mais preocupantes que a própria doença. Ainda não há estudos que confirmam os problemas pós-infecção, mas muitos pacientes já apresentam diversas sequelas. “Existem alguns poucos estudos hoje em dia, principalmente onde a pandemia começou, que mostram a persistência de alguns sintomas relacionados à Covid-19. O maior estudo que foi feito até o momento, que acompanha os pacientes até dois meses da recuperação e eles apresentam alguns sintomas que tinham na fase aguda, principalmente respiratórios. Manutenção e um certo grau de falta de ar. Perda de olfato, de paladar também são notadas, mas efetivamente ainda se abe pouco disso. A gente ainda não sabe o grau das sequelas e se isso vai ser para todos os indivíduos ou para uma parcela. Não existem estudos comprobatórios de que eles fiquem, mas a probabilidade que exista sequelas e a gente acredita que são respiratórias ou não respiratórias, cognitivas, uma vez que há demonstração de sequelas que afeta em algum grau a vida dos indivíduos”, destacou o professor infectologista, médico e pesquisador da Unesc, Felipe Dal Pizzol, em entrevista ao Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior. 

Alerta

Ele lembrou que o número de casos novos está diminuindo no Brasil, porém é preciso ficar alerta devido à possibilidade de uma segunda onda. “Espanha, França, Inglaterra estão voltando a ter número de casos novos tão grandes quanto no pico da pandemia para eles. É muito clara a segunda onda principalmente na Espanha e na França. Se esta história se repetir no Brasil e estarmos suscetíveis no outono, que até lá já exista uma vacina e atenue esta segunda onda no Brasil”, enfatizou.

O pneumologista, Renato Matos, confirmou que as sequelas são evidentes. “Estamos, inclusive, passando daquela fase de literatura e atendendo pacientes com complicações. Atendemos em torno de 200 pacientes com Covid-19 e meses depois pacientes com sequelas, principalmente com falta de ar. Cansam para caminhar no plano, para tomar banho, a tosse que persiste por muito tempo. Não é para todas as pessoas, é um percentual pequeno. Pessoas que não tem grau de complicação muito graves tem complicações maiores que o quadro inicial”, citou. 

Manutenção das medidas

A manutenção das medidas é fundamental, apontou Matos. “Muito importante neste momento mantermos os cuidados. Se observar, os casos na Europa isso aconteceu em março, abril, nós podemos ter um pico daqui a alguns meses, então estamos torcendo por uma vacina para não passar por isso de novo. Nós não passamos pela pandemia, houve uma redução, mas precisa manter os cuidados. Não só a Covid-19, mas as sequelas podem ser extremamente perigosas”, pontuou.