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Agora, capivaras e biguás são flagrados no Rio Criciúma (VÍDEO)

Há pelo menos quatro meses, fauna volta a aparecer no rio, de acordo com relatos de moradores
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 11/02/2020 - 17:30Atualizado em 12/02/2020 - 05:17
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O vídeo de aparecimento de peixes no Rio Criciúma causou um furor na população local. Há muito tempo com a fauna praticamente inexistente nas águas poluídas, os relatos de quem mora próximo às margens do rio indicam que há pelo menos quatro meses os animais estão reaparecendo no local.

Nesta terça-feira, 11, circulou pelo Whatsapp um vídeo com capivaras nas águas do Criciúma. Essa aparição, no entanto, não é surpreendente. De acordo com Anequésselen Fortunato, presidente da Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), é comum a incidência de roedores no rio. Porém, outros animais estão aparecendo por ali, com relação direta ao aparecimento dos peixes.

"É bem comum ter capivara, no rio Criciúma e em vários rios. Esses dias foi aparecer uma capivara no lago do Congresso, por exemplo", explicou Anequésselen. Quem é "novidade" no Rio Criciúma é uma ave pequena, de penagem preta e bico longo: o biguá.

"Um biguá, que é um pássaro que se alimenta de peixes. foi visto na Henrique Lage. Ele só permanece onde tem o alimento. Estamos recebendo vídeos de peixes em mais pontos do rio", indica a presidente da Famcri. Segundo ela, é um indício sim de que a fauna está se restabelecendo na corrente do Rio Criciúma. "Aqueles (peixes cujo vídeo viralizou na internet), por serem carpas e tilápias, devem ter saído de açudes. Mas de outros relatos, que são peixes pequenos, já são  um indício de que a fauna no local pode estar se restabelecendo, de uns quatro meses pra cá", apontou.

Relatos de moradores apotam que há 30 anos não eram vistos peixes, antes dos aparecimentos dos últimos meses. Anequésselen afirma que projetos de recuperação ambientais, de áreas mineradas e trabalhos da Famcri e prefeitura são os fatores para a reaparição dos animais no Rio Criciúma, que desagua no Rio Sangão.

Ambos estão em processo de recuperação. "O Rio Sangão tem uma qualidade melhor do que do Criciúma, mas não é considerada potável. Está em processo de melhoria", conclui Anequésselen. 

Capivaras

O vídeo foi gravado próximo à Celesp, na Avenida Centenário. Apesar de ser comum as capivaras banharem-se no Criciúma, não deixou de despertar a curiosidade dos moradores.

Biguá

As aves foram avistadas nos últimos dias e, de acordo com Anequésselen Fortunato, o aparecimento tem relação com o retorno dos peixes às águas do Criciúma; os indícios indicam o restabelecimento da fauna no local.