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“A corrupção começa em atitudes pequenas de cada um de nós”

Presidente do Observatório Social foi o primeiro painelista no Fórum Criciúma do Amanhã
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 24/07/2018 - 09:19Atualizado em 24/07/2018 - 09:21
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Debater os problemas e o futuro da região é necessário. Por isso, a Rádio Som Maior FM e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), realizam nesta terça-feira (24) o Fórum Criciúma do Amanhã. O evento contou com dois painelistas. O primeiro foi Ney Ribas, presidente do Observatório Social do Brasil.

“É preciso que façamos uma reflexão: Por que estamos aqui? Muitos dos nossos antepassados vieram de outros países e imaginaram que aqui encontrariam o local para empreender e ser felizes. Estamos num divisor de águas hoje, numa encruzilhada. Ou encontramos o caminho para a grandeza ou caminharemos para a mediocridade. Espero que, a partir de hoje, essa região cumpra um papel estratégico. Não existe receita de bolo, existe sim a troca de experiências”, destacou Ney Ribas.

Ribas conta que o Observatório Social foi criado em Maringá após descoberta de desvios de recursos públicos por parte da Prefeitura. “Estamos aqui, justamente porque um dia, nós vivemos um momento que vocês provavelmente não vivem aqui. Nos anos 2000, de uma hora para outra, tivemos uma situação que chocou todo mundo. Desviou-se dos cofres públicos mais de R$ 115 milhões. Todo mundo começou a debater. Cinco anos se passaram e pouco mais de R$ 1 milhão foram recuperados e foi aí que surgiu a história do Observatório Social e foi assim que Maringá se tornou referência. O que quero falar é deste contexto”, Ney Ribas

Segundo Ribas, desde o início da história do Brasil, a população enfrenta a corrupção. “Precisamos parar de falar mal dos políticos, enquanto nós no nosso dia a dia não fazemos a nossa parte. A verdade é uma só, a corrupção começa em atitudes pequenas de cada um de nós. Chegou o momento de parar e pensar o que que a atitude dos políticos tem a ver com as minhas atitudes diárias. Precisamos parar para refletir que efeitos isso tem causado ao nosso país. O protagonismo está na atitudes que vamos ter em relação ao nosso país”, afirmou.