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Uma foto: Esse foi o motivo do assassinato da jovem encontrada enterrada em praia

Corpo de Amanda Albach foi encontrado após 18 dias desaparecida
ND Mais Laguna, SC, 04/12/2021 - 14:31 Atualizado em 04/12/2021 - 14:31
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

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Uma foto. Essa teria sido uma das motivações para o assassinato da jovem Amanda Albach, de 21 anos, encontrada enterrada na praia do Sol, em Laguna, 18 dias após ter desaparecido. Ela havia sido vista pela última vez no dia 14 de novembro, em uma festa em Jurerê Internacional, em Florianópolis, depois de passar o fim de semana com um casal de amigos e outro rapaz, em Imbituba.

Na tarde desta sexta-feira (3), um dos suspeitos indicou à polícia onde o corpo de Amanda estava enterrado e confessou que assassinou a jovem com dois tiros depois de obrigá-la a cavar a própria cova. O crime teria acontecido por volta das 22h do dia 15 de novembro.

De acordo com o delegado Bruno Fernandes, da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Laguna, as investigações serão finalizadas nos próximos dias. No entanto, já há informações preliminares que apontam a motivação para o crime.

“Um dos investigados se sentiu incomodado porque percebeu que a Amanda teria contado pra terceiras pessoas que ele seria envolvido com o tráfico de drogas. Ela ainda teria batido foto de uma arma que ele tinha em casa e enviado para essas pessoas. Ele não gostou dessa situação e essa foi a razão pela qual ele optou por tirar a vida dela”, contou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, o desentendimento aconteceu na casa dos envolvidos, que moravam próximo ao local onde o corpo de Amanda foi encontrado. “Segundo o investigado, ele levou Amanda até o local dos fatos e efetuou dois disparos. Nas palavras dele, ele a coagiu a caminhar com a pá, cavar a própria cova, deu os disparos, cobriu e saiu”, diz.

O homem admitiu à polícia que o casal não teria presenciado o crime. Os três foram presos em Canoas, no Rio Grande do Sul. “Houve divergência de informações, versões que a investigação apontou como inverídicas e diante de todo o contexto, a hipótese muito clara de fuga, solicitamos as prisões deles”, explica.

Amanda saiu de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, para passar o feriado na casa dos amigos. A mulher, inclusive, era amiga de longa data da vítima. Há três meses ela saiu do trabalho  em uma empresa de telemarketing e passou a atuar como promotora de vendas em Santa Catarina.

“Ela saía daqui [Fazenda Rio Grande], ficava uma semana, depois voltava, mas nunca deixou de dar informações para a mãe. Ela sempre estava em contato”, disse o advogado Michael Pinheiro.

No dia 12 de novembro, ela saiu de Fazenda Rio Grande para passar o feriadão em Imbituba com os amigos. Após a festa do dia 14 de novembro em Florianópolis, não havia mais sido vista.

No entanto, ela enviou um áudio para a família na noite de segunda-feira, por volta das 20h30, onde falava: ‘Olha, eu consegui um Uber, chego de madrugada em casa’.

Ainda de acordo com a polícia esse áudio foi enviado já do local onde Amanda foi morta. “Segundo ele [o investigado] o próprio áudio que ela encaminhou para a família, ela já estava com ele nesse local”, fala.

A investigação, ressalta o delegado, continua, para aprofundar o caso, mas a polícia descarta a participação de outros envolvidos além dos três já presos.

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