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Professora relata desespero durante ataque a creche

Aline Biazebetti trabalha no local no período da tarde e já estava de uniforme quando ouviu as colegas pedindo ajuda
NSC Total Saudades, SC, 04/05/2021 - 14:34Atualizado em 04/05/2021 - 14:40
Foto: Reprodução/NSC TV
Foto: Reprodução/NSC TV

A invasão a uma escola na cidade de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira, 4, que deixou três crianças e duas profissionais mortas chocou os moradores da região. 

Em entrevista à NSC TV, Aline Biazebetti, que é agente educacional da creche no período da tarde e mora próximo ao local do crime, contou que ouviu gritos de socorro. Ela já estava uniformizada para o trabalho e correu para fora de casa para saber o que estava acontecendo. "Escutei gritos de pedidos de socorro, eram muito fortes. Aí eu saí e vi as minhas colegas pedindo socorro, para ligar para polícia. Eu consegui ligar, mas não consegui falar nada, só pedi socorro", relata a profissional.

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Ela conta ainda que as funcionárias da creche começaram a levar as crianças feridas para a porta da unidade, e que chegou a levar um menino ferido para o hospital. Sobre 
o trabalho na unidade, ela disse que, por conta da pandemia, poucas crianças estavam indo para o ensino presencial. "As crianças só estão indo meio período, então não tinham muitas crianças. A gente nunca esperava que alguém entrasse ali e fizesse uma coisa dessas", diz. 

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Bastante abalada, a jovem contou ainda que conversou com colegas que conseguiram salvar outras crianças do ataque. "Colegas minhas que trabalham com a turma dos bebês bem pequenos, elas viram que estava acontecendo alguma coisa, levaram as crianças para o frandário e esconderam todas embaixo do mármore. Aí uma outra professora ficou segurando a porta. Ele [o jovem que cometeu o ataque] tentou abrir mas acabou desistindo. Elas fecharam tudo para se proteger e conseguiram salvar", completa.