Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui

CPI: Pouco avanço com o depoimento de Cauê Martins

Empresário, que depôs hoje na Alesc, atuou como ponte entre envolvidos na compra dos respiradores e não teve contato com Veigamed e SES
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Florianópolis - SC, 09/07/2020 - 12:15Atualizado em 09/07/2020 - 12:42
Reprodução
Reprodução

O depoimento do empresário Cauê Martins na CPI dos Respiradores da Assembleia Legislativa (Alesc) nesta quinta-feira, 9, não contribuiu para o andamento do processo. Cauê esclareceu sua relação com o dono Brazillian International Business, Rafael Werkelin, empresa que faria a exportação de equipamentos para o Estado, dentre eles os respiradores, assim como a maneira como ficou sabendo da necessidade de importação.

O empresário voltou a afirmar que ficou sabendo através de Germano Lincoln, com o qual mantinha contatos profissionais, da busca do Estado por uma empresa que faria a importação de equipamentos médicos. Germano o procurou porque sabia que Cauê trabalhava com importações. Apesar disso, o empresário não possuía atribuições técnicas para importar equipamentos médicos.

"Eu, como empresa, não tenho qualfiicação técnica e atuação nesse ramo, falei [para Germano]. Não consigo fazer, mas tem uma empresa que atuo como representante comercial que é a Brazillian Trade. Sabia que a Brazillian tinha qualificação técnica e capacidade de fazer a importação, apresentei então o senhor Rafael para o negócio", pontuou.

Um grupo de WhatsApp, então, foi criado entre Cauê e Germano, no dia 25 de março, para tratamento das logísticas documentais da compra. "Nesse grupo a gente começou a tratar e pedi para ele encaminhar as empresas que seriam emitidas as notas, feitas a importação e quais produtos importar", disse. Germano inclui na conversa, então, Samuel Rodovalho - representante da empresa Cima, que faria a compra dos equipamentos importados. "Repassei pro Rafael [as informações] e ele preparou a proposta, enviou a proposta e no final ela não foi concretizada. Samuel pediu comissão para alguém que era de fora da negociação, e saímos dessa negociação", pontuou Cauê, citando a saída dele do grupo em 26 de março.

Durante todo o processo, Cauê destaca que não chegou a conversar com nenhum membro da Secretaria de Estado da Saúde, assim como também não falou com o médico e empresário representante da Veigamed, Fábio euasti. Segundo Cauê, a compra envolvia mais equipamentos médicos além dos respiradores e que, segundo a proposta de Rafael, suas empresas ficariam com 1,5% da compra (0,75% para cada entidade).

Sobre a Veigamed, Cauê afirma que a empresa copiou a proposta de Rafael. "Estavámos fazendo uma proposta nossa, a Veigamed seria uma concorrente que pegou e copiou a proposta", disse. 

Aos trancos 

A sessão desta quinta teve a carcaterística de ser extremamente truncada. Isso porque as perguntas apresentadas pelos deputados pouco rendiam, já que Cauê frequentemente interrompia as questões e se apresentava como alguém que queria ajudar no processo. Como o depoimento foi dado via videochamada, o delay entre as conversas também contribuiu para isso.

Logo no início do depoimento, o primeiro empecilho. Cauê se recusou a falar o endereço de sua residência, uma das perguntas iniciais para todos depoentes da CPI, alegando segurança por parte da sua família. Seguido disso, disse que não tinha como retirar a máscara, que atrapalhava a nitidez da fala, por estar falando de dentro de um  condomínio na Bahia onde pessoas circulavam.

Cauê interrompeu as perguntas dos deputados durante boa parte do depoimento, sendo pouco objetivo com as perguntas que lhe eram apresentadas.

Tags: respiradores