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Assalto em Criciúma: Criminosos se esconderam em chalé alugado em Gramado

Segundo proprietários, imóvel foi reservado na tarde de segunda, horas antes do ataque
G1 Gramado, RS, 03/12/2020 - 16:41Atualizado em 03/12/2020 - 16:43
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O chalé onde um dos suspeitos de participar do assalto ao Banco do Brasil de Criciúma (SC) foi preso, na manhã desta quinta-feira (3), em Gramado, na Serra do RS, foi alugado cerca de 6h20 antes do crime, ainda na tarde de segunda (30).

O imóvel foi alugado por um site de hospedagem por temporada, por voltas das 17h20. A proprietária do local, que não será identificada por motivos de segurança, falou com o G1.

Os suspeitos estavam em dois carros e haviam feito a reserva até domingo. "Os hóspedes entraram ontem [quarta] à tarde, depois das cinco [17h]. Eram seis. Se comportaram com muita educação", disse.

A família, que reside nos fundo, no mesmo terreno, acompanhou a ação da Polícia Civil e foi surpreendida. A proprietária não quis informar como a reserva foi paga, nem o valor. Segundo ela, no momento da chegada da polícia, somente duas pessoas estavam no local. Ela disse que ficou sabendo que os outros quatro já haviam saído, "para comprar celulares".

Márcio Geraldo Alves Ferreira, conhecido como Buda, e que é integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) de SP, estava no chalé e foi preso pela polícia. Ele é um dos nove suspeitos presos por participação no ataque à agência.

"A Polícia arrebentou o portão. Eu estava dentro de casa não via [a movimentação na outra casa]. O marido pedia pra ficar calma", afirma.

"No momento a gente está um pouco chocado", resume a mulher. Alugamos há quase 10 anos, nunca tivemos nenhum inconveniente com hóspedes", relata.

A família aluga pelo site há dez anos e, de acordo com a designer, nunca havia tido nenhum problema com os hóspedes. "Normalmente a gente aluga para famílias que vêm passar uma temporada", ressalta. Gramado é um dos principais destinos turísticos do RS.

Marcelo estava em um grupo de seis pessoas, que chegaram por voltas das 17h de quarta-feira (2). A proprietária entregou a chave pessoalmente, e não desconfiou do grupo. "Se comportaram com muita educação. Estavam todos de máscara [para proteger da Covid-19],assim como eu".