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Sinal de grandeza

Por Raul Sartori 25/02/2019 - 06:00Atualizado em 27/02/2019 - 21:12

Não dá para desprezar o fato de o governador Carlos Moisés mandar cortar o cafezinho em todos os órgãos da administração estadual e tentar reduzir custos em tudo o que é possível, e agora ainda dizer que até os salários dos servidores da administração direta podem sofrer atrasos, enquanto não se vê nenhum sinal de grandeza, mínimo que fosse, do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e Ministério Público. Quem sabe se abolissem alguns privilégios, como veículos para cada um de seus deputados, desembargadores, juízes, promotores, procuradores, conselheiros, diretores e até gerentes, entre outros, com seus motoristas, locação dos mesmos, espaços ocupados nas garagens (quando não especialmente construídas para tal, sem dar nenhuma vaga para quem precisa dos serviços de tais instâncias), poderiam reduzir seus imensos custos. Quem sabe, num gesto mais nobre ainda, possam propor, a partir de suas cabeças dirigentes, a redução do seu já altíssimo duodécimo. Sim, porque apesar do conhecido festival de gastança desmesurada, tem sobrado dinheiro, implicando inclusive em devoluções para o Executivo. Medidas assim permitiram que mais recursos fiquem para aplicar em educação, saúde, habitação, saneamento, etc., tão carentes e até inimagináveis para milhares de excluídos catarinenses.  Um amigo deste espaço, que conhece logística, imagina que o TJ-SC, Assembleia Legislativa, TCE-SC e MP-SC tenham uma frota próxima de mil 800  500 veículos e o dobro de motoristas, com uma despesa de dezenas de milhões por ano para atender uma elite que  já ganha o suficiente para ir trabalhar com seu próprio carro ou de táxi. Enraivece ter que registrar isso e saber, por exemplo, que o hospital Beatriz Ramos, de Indaial, que atende 5 mil pessoas por mês, pode fechar porque a Justiça Federal determinou o leilão de suas instalações físicas por ter uma dívida de risíveis R$ 1,7 milhão para a União. Enraivece também porque se sabe que por falta de dinheiro para bancar bolsas de estudo pelo Artigo 170 algumas centenas, talvez milhares de jovens de SC, só chegam à universidade em sonhos.