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Povo ausente

Por Raul Sartori 03/01/2019 - 06:00

Quem viu tudo pela televisão e muito mais nitidamente os que estiveram presentes na posse do governador Carlos Moisés, anteontem, notaram um fato incomum: a ausência de povo. Extensos espaços das galerias da Assembleia Legislativa ficaram vazios, por exemplo. A análise que alguns fizeram do fato: o eleitor de Carlos Moisés não se sentiu envolvido na sua campanha e simplesmente seguiu a “onda” Bolsonaro, cravando o 17 na urna. O voto, em sua maioria, foi em um número. Está aí mais um desafio do novo governador: trazer o eleitor para ser partícipe de sua gestão, de forma direta ou indireta.

Antes e depois

Em discurso de posse, na Assembleia Legislativa, o governador Carlos Moisés dirigiu-se aos poucos deputados estaduais para dizer que acredita em “um relacionamento que tenha os interesses de SC acima de qualquer disputa de interesse pessoal ou divergência partidária”. Deputados estaduais, em sua maioria ligados à velha política, mandaram um recado: ausentaram-se do ato. Estão ressabiados porque Carlos Moisés, atendendo recado das urnas, não montou sua equipe como se fosse um balcão de negócios. As famosas listas de indicações foram repelidas. Se para o bem ou para o mal, o tempo dirá. Mas já fez história.