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Por Raul Sartori 28/11/2018 - 06:00Atualizado em 28/11/2018 - 19:56

Não se conhece na história recente de transições de governo a indicação, primeiro, de nomes para o segundo escalão e, depois, para o primeiro. É o que está fazendo o governador eleito Carlos Moises, que já escolheu o diretor geral da Policia Civil, mas não aquele que deverá ser superior, o secretário da Segurança Pública. O incensado  já está fazendo “planos”. Perguntar não ofende: o futuro secretário terá que, necessariamente, submeter-se à vontade de seu subordinado?

Competência

A numerosa e cara assessoria jurídica da Assembleia Legislativa está deixando passar mais uma burrada, literalmente. É de competência da União – e isso qualquer poste sabe – legislar sobre trânsito. Mas nossa casa de leis estadual está prestes a aprovar projeto que veda policiais rodoviários de, em seu serviço, posicionarem-se de maneira oculta para os condutores.

Por Raul Sartori 27/11/2018 - 06:00

Os vereadores de vários municípios de SC que, ousadamente, estão propondo projetos de lei para que o duodécimo das prefeituras aos seus legislativos seja elevado até o índice máximo (que é negociável e varia de acordo com a população),  não perdem por esperar: haverá eleições para prefeitos e câmaras em 2020. O recado do eleitor há pouco mais de um mês foi bem claro e há evidências mais que nítidas  que ele está muito decidido e comprometido, com seu voto, a promover uma ampla e completa varredura.

Se conhecendo

O PSL fez um encontro informal de boa parte de seus eleitos para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa no último sábado, em Governador Celso Ramos. O curioso foi que a maioria dos presentes sequer se conhecia pessoalmente. Há seis meses atrás o partido também era um grande desconhecido de quase todos os eleitores. E agora está ali, apresentando-se como uma poderosa e nova força política. A expectativa sobre seu comportamento é enorme.

Por Raul Sartori 26/11/2018 - 06:00Atualizado em 27/11/2018 - 00:11

O terremoto das urnas deste ano tende a se repetir daqui a dois anos, com as eleições municipais. Talvez até com mais intensidade. Não é por acaso que vários prefeitos, que estão na metade dos seus mandatos e de olho na reeleição ou na manutenção de seu grupo político no poder, estão anunciando reformas administrativas, com troca de secretários e redução de estruturas e despesas. Talvez consigam reverter o quadro, mas em muitos lugares é uma decisão já tardia. O eleitor e contribuinte tem certeza de que já foi ludibriado o bastante e está farto.

Sonhos desfeitos

A evasão de cursos superiores em SC no ano passado chegou a 113 mil matrículas, correspondente a 32% do total. No setor privado são 86% e no público 14%. As desistências se concentram principalmente nos cursos de Administração, Pedagogia, Direito, Ciências Contábeis e Educação Física. O consultor de carreira e mentor em recursos humanos Pedro Melo atribui a problemas financeiros, mudança de endereço, formação deficiente no ensino médio (que provoca choque ao ingressar na universidade), insatisfação com a qualidade oferecida na faculdade e, principalmente, falta de identificação com o curso.

Por Raul Sartori 24/11/2018 - 06:00

Quando governador, Raimundo Colombo caiu nas graças dos prefeitos de todos os partidos ao criar o Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), com mais de R$ 600 milhões a fundo perdido. Ganhou fácil seu segundo mandato. No grupo de transição do governador eleito, Carlos Moisés, chegou-se a tocar no assunto, logo deixado de lado com a constatação de que o Estado está impedido de realizar novos financiamentos por ter estourado o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Esqueceram de mim?

As colunas políticas de Brasília dizem que é grande a raiva do PP com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Notas plantadas pelos caciques  progressistas revelam que o partido está sendo solenemente ignorado na formação do governo.  O senador eleito Esperidião Amin (SC), que o diga. Não tem reclamações nenhuma no que lhe diz respeito.

Por Raul Sartori 23/11/2018 - 06:00Atualizado em 23/11/2018 - 09:53

Os atuais deputados estaduais não entenderem bem, ainda, o recado recente que o eleitor catarinense deixou bem claro nas urnas, ou seja, que quer uma nova política e mudança de  atitudes dos políticos. Exemplo: não houve quórum, anteontem, para que fosse definida a pauta prioritária de projetos para votação em plenário antes do recesso. Produtividade desta semana? Quase zero. Mas zero mesmo foi semana passada, devido ao feriado da Proclamação da República. As explicações de sempre não passam de lorota.

O “golpe”, ainda 1

Luís Felipe Miguel, o professor e cientista político florianopolitano da Universidade de Brasília e idealizador, em abril passado, do polêmico curso “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, insiste no tema. Esteve na UFSC, semana passada (com diárias e tudo o mais bancadas pelo contribuinte, lógico), palestrando no Ciclo de Debates do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. No primeiro questionamento da plateia, sobre as perspectivas da democracia pós-eleições, com a vitória de Jair Bolsonaro, respondeu de pronto: “A resposta mais sincera e curta é a de que não tenho ideia!”.

Por Raul Sartori 22/11/2018 - 06:00

Depois do terremoto eleitoral em SC, com a surpreendente eleição de Carlos Moisés da Silva para governador e as inesperadas derrotas de Raimundo Colombo e Paulo Bauer para o Senado, os principais partidos no Estado só tem uma meta a partir de janeiro de 2019: reunir o que sobrou de cinzas (quando não entulhos) e recomeçar. Mas, exceto o PSL, o que se vê é a permanência do mesmo de sempre, ou seja, a velha política.

Raposas

Dizem as folhas sulinas que conhecidos políticos de carreira, derrotados fragorosamente nas eleições deste ano, estão agindo completamente à revelia da direção estadual do PSL e, por conta própria, promovem reuniões e encontros para “fundar, assumir e liderar” o partido nos municípios onde ele ainda não está organizado. Há seis meses atrás ignoravam que existia um partido chamado PSL.

Por Raul Sartori 21/11/2018 - 06:00

Começou por Chapecó um movimento, que está nos seus primeiros passos, e que merece atenção. A proposta, levada ao prefeito Luciano Bulligon, embutida numa lista de várias outras, é que ele tome a iniciativa pela mudança na lei orgânica local e que permita a redução do número de vereadores e, paralelamente, a diminuição, também, do duodécimo, o repasse constitucional e obrigatório para manutenção do Legislativo. Faça-se uma pesquisa e se concluirá o óbvio em praticamente todo lugar: esse poder, no âmbito municipal, tem muito mais repulsa que simpatia da população porque virou cabine de emprego, antros de corrupção e casas de ineficiência. Com honrosas exceções.   

Emprega-se

“O Globo” chamou a atenção, com manchete, para o fato de o  governo federal eleito só ter nomes para menos de 10% dos cargos comissionados na administração, situação que deve  permitir a manutenção de comissionados nomeados por Michel Temer. O mesmo quadro se aplica ao governador eleito de SC, Carlos Moisés da Silva em sua busca de “técnicos” para assumir cargos em seu governo.

Por Raul Sartori 20/11/2018 - 06:00

Sob regime de urgência, o Senado inicia hoje apreciação de polêmico projeto do senador Dalírio Beber (PSDB-SC) que, no fundo, reduz a punibilidade de condenados pela Lei da Ficha Limpa. Em outubro de 2017, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a pena de oito anos de inelegibilidade para políticos condenados pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico pode ser aplicada inclusive a pessoas condenadas antes da entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa, em junho de 2010. O projeto do senador quer eliminar o “antes” de 2010. Os telejornais da Rede Globo deram destaque ao assunto, ontem. E “O Globo” dedicou um editorial contra a iniciativa.

Paz

O catarinense é um sujeito pacífico. Fosse noutros lugares a presença do corruptíssimo e sinistro ex-ministro José Dirceu, ontem, em Florianópolis, onde lançaria, à noite, seu livro "Memórias Volume 1", não seria benvinda.

Por Raul Sartori 19/11/2018 - 06:00

A deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL) certamente não sabe de todas consequências de sua sugestão ao estudantes –  violentamente contestada e reprimida pela esquerda – que gravem aulas de professores doutrinadores. Fica-se sabendo, por relatos nas mesas de bares da UFSC e Udesc – porque poucos se arriscam a expor o que assistem e ouvem  nas redes sociais -  que desde então vários docentes das duas instituições, em especial das áreas de educação e ciências sociais, mudaram completamente o método de dar suas aulas. Até a manifestação da deputada faziam questão de declarar sua opinião sobre isso e aquilo, explicitamente; agora colocam a tese em discussão, mantendo prudente equidistância, e chamam os alunos para opinar. Mas sempre de olho se, mesmo assim, alguém esteja gravando.

Radiografia

O secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, foi convidado para comparecer, quarta-feira, na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, para apresentar os muito aguardados relatórios de execução orçamentária do 2º, 3º e 4º bimestre deste ano, e como fica o caixa do Tesouro para o futuro governo estadual. O que se sabe, desde já, é que Carlos Moisés da Silva assume com um rombo de R$ 2 bilhões.

Por Raul Sartori 17/11/2018 - 06:00

O presidente eleito Jair Bolsonaro já anunciou oito ministros de Estado, sempre com um detalhe em cada indicação: não fez consultas prévia a partidos políticos, certamente por saber do descrédito absoluto de seus principais dirigentes, quase todos corruptos e réus em ações nos altos tribunais. Carlos Moisés da Silva está seguindo a mesma cartilha em SC. Até onde isso vai dar certo só o tempo dirá. O fato é que em seu partido, o PSL, começam a surgir ruídos entre deputados estaduais e federais eleitos que gostariam de participar mais das indicações de nomes para os principais cargos na futura administração estadual. Carlos Moises quer técnicos. E percebe que sua estratégia - sem leilão de cargos, uma novidade na história recente da política catarinense -  tem enorme simpatia em seus eleitores.

Assinou embaixo

Carlos Moisés estava lá e junto com outros 18 governadores eleitos ou reeleitos assinou, quarta-feira, em Brasília, a “Carta dos Governadores”, entregue ao presidente eleito Jair Bolsonaro. O principal dos 13 itens relacionados é a mudança na legislação para permitir a demissão de servidores como forma de cumprir os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal para despesa com pessoal ativo e inativo. Gastar mais de 60% de tudo que o Estado arrecada para pagar servidores públicos, como em SC, realmente é demais.

Por Raul Sartori 16/11/2018 - 06:00Atualizado em 16/11/2018 - 20:57

Um problema para o futuro governador Carlos Moisés resolver como sair dele. A procuradora-geral da República, Raquel Dogde, considerou inconstitucional a Emenda Constitucional 72, aprovada pela Assembleia Legislativa de SC em 2016, conhecida como PEC da Saúde, que aumentou de 12% para 15% o repasse mínimo de recursos do orçamento do Estado para a saúde pública. A PGR se manifestou como resposta a uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ex-governador Raimundo Colombo.

Às escuras

A ponte Anita Garibaldi, em Laguna, que ficava um esplendor à noite, com sua iluminação, já está perdendo boa parte da beleza. O trecho estaiado tem ficado às escuras. Foi a Prefeitura quem pediu, para baixar o custo da fatura mensal que paga à Celesc, de salgados R$ 13 mil.

Por Raul Sartori 14/11/2018 - 06:00

O grupo de transição do governador eleito Carlos Moisés da Silva é todo gentileza nas tratativas com o pessoal da atual administração  estadual, no Centro Administrativo do Governo. E também recebe gentilezas. Mas no núcleo duro do futuro chefe do Executivo ouviu-se falar na palavra “limpa”, no significado de expurgo total de gente do MDB no governo que se instala dia 1º de janeiro.

Comando do Senado 1

Há pelo menos seis nomes cotados para a presidência do Senado. Um deles é o do senador eleito por SC, Esperidião Amin (PP). Considerado um dos mais hábeis articuladores políticos do Congresso, e respondendo a vários processos por diferentes crimes, o notório alagoano Renan Calheiros (MDB) nega o desejo, mas se sabe que não pensa em outra coisa. Socorro!

Por Raul Sartori 13/11/2018 - 06:00

Recentes governadores de SC, imediatamente após a eleição fizeram viagens ao exterior, em busca de “investimentos” para o Estado. Fizeram mesmo foi turismo, com relax após o estresse da campanha. Carlos Moisés da Silva tenta inovar. Ao invés da ala internacional dos aeroportos e acompanhado por séquitos, o que fará – e muito mais produtivo, com certeza -   é conversar com embaixadores acreditados no Brasil. Já tem agendadas conversas com os dos Estados Unidos, Espanha e Angola.

De olho

Ex-secretário da Educação de SC e ex-presidente do Conselho Nacional de Educação, o professor Eduardo Deschamps alerta para a “canetada” que o presidente eleito Jair Bolsonaro poderá dar na educação brasileira assim que assumir. Já há sinalizações, dele próprio, em vários pronunciamentos, de que podem ser controlados os conteúdos dos livros didáticos, os critérios de destinação de dinheiro para as universidades federais, o ensino religioso e normas de orientação sexual e identidade de gênero.

Por Raul Sartori 12/11/2018 - 06:00Atualizado em 12/11/2018 - 11:42

A equipadíssima assessoria de comunicação do Legislativo estadual não registrou – certamente envergonhada - a realização de uma sessão solene, que mobilizou vários deputados, assessores, motoristas e outros aparatos (sem contar diárias, hospedagem, alimentação, etc.), sexta-feira, em Trombudo Central, no Vale do Itajaí, alusiva aos 60 anos de emancipação político-administrativa do município. Com todo respeito aos 6.900 habitantes, perguntar não ofende: quanto custou esse festival de vaidades ao contribuinte?

Toga armada

A toga catarinense está se sentindo insegura. Doze magistrados do TJ-SC participaram, sexta-feira, no estande de tiro da Polícia Militar, em Florianópolis, de curso de tiro tático defensivo, “para aplicação na atividade jurisdicional e autodefesa”. Cada um fez 110 disparos com armas de diferentes calibres.

Por Raul Sartori 10/11/2018 - 06:00Atualizado em 10/11/2018 - 14:28

Militante do PSL próximo do grupo de transição do de Carlos Moisés da Silva deixou escapar que o governador eleito está demorando para divulgar nomes de seu primeiro escalão por estar muito impressionado, não raro assustado, com a imensa, cara e obesa  estrutura da administração estadual, que hoje custa mais de 60% de tudo que o governo arrecada. A toda hora se pergunta que serventia tem isso e aquilo. É a cada vez que é informado tem a certeza de que há muita gordura a cortar para que sobre algum dinheiro para investir nas principais necessidades da população catarinense que o elegeu.  
 
Quem é?

Diante de notícias de que o PSL já tem tudo resolvido quanto ao Legislativo estadual – os deputados eleitos Onir Mocellin como líder do governo, Felipe Estevão na condição de líder da bancada, e Ricardo Alba, escudado pela maior votação no Estado, para a Mesa Diretora – servidores do mais alto grau da Assembleia Legislativa ainda ontem se perguntavam:  “Quem é esta gente?”  Pois vão saber a partir de janeiro.

Por Raul Sartori 09/11/2018 - 06:00

Com quase 13 milhões de desempregados no país, os senadores catarinenses Dalirio Beber e Paulo Bauer, ambos do PSDB, votaram sim, na noite de anteontem, ao projeto que aumenta em 16% os já altíssimos (se merecidos é outra discussão) salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 33.763 para R$ 39.293, cujo efeito cascata terá um impacto nas contas públicas de R$ 6 bilhões, conforme alguns analistas econômicos. O senador Dário Berger (MDB) estava ausente do plenário na hora da infeliz votação no Senado.
 
Efeito colateral

Vários deputados estaduais e federais com base eleitoral e atuação no oeste de SC estão muito preocupados com a determinação do presidente eleito Jair Bolsonaro de mudar a sede da embaixada do Brasil em Israel da capital Tel Aviv, para Jerusalém. Temem a reação dos árabes e que centenas de milhões de toneladas de carne catarinense deixem de ser exportadas, já que se fala em boicote se a decisão for adiante.

Por Raul Sartori 08/11/2018 - 06:00Atualizado em 08/11/2018 - 22:18

Apesar da retumbante vitória que obteve em SC no segundo turno, o presidente eleito Jair Bolsonaro ainda não conseguiu abrir espaço em sua agenda para receber o governador eleito no Estado, Carlos Moisés da Silva. Sim, o receberá, mais tem que esperar no mínimo um mês.

Mordomias

Alguns candidatos eleitos para a Assembleia Legislativa prometeram, como bandeira de campanha, acabar com algumas das escandalosas e imorais mordomias no Palácio Barriga Verde. O criciumense Jessé Lopes, por exemplo, antecipa que dispensará o infame auxílio-moradia, de cerca de R$ 4,5 mil, que embolsam mensalmente cada um dos 40 deputados. É pagar para ver. Melhor faria se conseguir abolir o odioso privilegio.

Por Raul Sartori 07/11/2018 - 06:00Atualizado em 08/11/2018 - 22:19

A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro tem sete militares, seis economistas e nenhuma mulher. Lamentável. Fala-se que há um lugar na Esplanada dos Ministérios para uma ministra, na Educação.  E só. E aqui em SC, ao que tudo indica e se prenuncia até agora, embora não se tenha nomes anunciados ainda, as mulheres tendem a ter uma participação muito aquém da sonhada e esperada no andar de cima da administração do governador Carlos Moisés da Silva.

Desrespeito

Vários candidatos a deputado federal e estadual de SC, que concorreram à reeleição e não obtiveram sucesso nas urnas, não tiveram a humildade de reconhecer o insucesso e agradecer os votos que receberam de seus eleitores, que foram ignorados. Alguns até xingados, como se tivessem culpq. Há mágoas por aí.

Por Raul Sartori 06/11/2018 - 06:00Atualizado em 06/11/2018 - 11:49

A delegada Érika Marena, coordenadora da desastrada operação Ouvidos Moucos, que não chegou a nenhuma conclusão sobre o suposto desvio de R$ 80 milhões na UFSC, mas que foi o fato gerador do suicídio do reitor Luiz Carlos Cancelier, vem sendo citada para  emplacar a chefia da Policia Federal. Seu nome será levado ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Burocracia

A burocracia, que é o caminho mais fácil que leva à corrupção, faz vítimas diariamente, comprometendo negócios, empregos, renda e desenvolvimento. Um exemplo: um pequeno produtor de ovos do meio oeste de SC esperou cinco anos para conseguir o obrigatório Selo de Inspeção Federal (SIF), a partir da estatal catarinense Cidasc, para poder vender sua produção.

Por Raul Sartori 05/11/2018 - 06:00Atualizado em 08/11/2018 - 22:20

É na classe política, a nacional e a estadual, que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o governador eleito, Carlos Moisés da Silva, causam surpresa, espanto e até temor. Os dois já fizeram questão de deixar bem nítida a marca de não consultar partidos políticos para tomar suas primeiras e mais importantes decisões.

Liberdade com limites

O Ministério Público Federal em SC recomendou à UFSC, à Universidade Federal da Fronteira Sul e aos Instituto Federal de SC e Federal de Catarinense para que “se abstenham de qualquer atuação ou sanção arbitrária em relação a professores, com fundamento que represente violação aos princípios constitucionais e demais normas que regem a educação nacional”. Tudo muito bem colocado, mas perguntar não ofende: ficará impune, a suspensão de aulas, por iniciativa de professores militantes, para atos contra o “facismo” e “ameaças à democracia”, como registrado às vésperas do segundo turno?

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