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Por Raul Sartori 28/01/2019 - 06:00

“O Globo” fez ontem uma avalição do primeiro mês de seis dos 27 governadores que chegaram ao poder sem experiência prévia na política e que tem em comum o apoio ao presidente Jair Bolsonaro no primeiro turno. Quanto a Carlos Moisés, de SC, destaca que exonerou 59 funcionários das chamadas Agências de Desenvolvimento Regional, mas fez 28 novas contratações dois dias depois. Ele também apresentou dois vetos polêmicos a projetos do Legislativo: se disse contra (depois voltou atrás, via decreto) a adoção do nome social para pessoas transexuais no funcionalismo público, e a divulgação obrigatória de sua agenda oficial. O jornal cita ainda o fato de a Secretaria da Casa Civil ter sido entregue a Douglas Borba, do Partido Progressista, uma das legendas mais implicadas na Lava-Jato.

Brumadinho

Engenheiros ligados à Associação Catarinense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Acest) lamentaram o desastre do rompimento da barragem de Brumadinho, sexta-feira, em Minas Gerais. Para o geólogo e engenheiro de segurança do trabalho Clóvis Savi, no episódio houve descaso no contexto da segurança da represa. “Essa tragédia é o resultado de não se ouvir a razão, a técnica e o conhecimento", observou o engenheiro florestal e de segurança do trabalho Jackson Luiz Jarzynski. "Acabou a avaliação técnica baseada em normas consagradas, conceitos básicos e experiência do profissional; hoje só se faz política”, desabafou o engenheiro eletricista e de segurança do trabalho, Wagner Gomes de Carvalho. Na noite de sexta-feira o Sistema Crea/Confea emitiu uma nota oficial reforçando a necessidade de discussão de alternativas e protocolos técnicos capazes de minimizar riscos sociais e ambientais, assim como políticas de licenciamento ambiental e de segurança das barragens.

Por Raul Sartori 26/01/2019 - 06:00

O que mais chama a atenção na decisão da desembargadora do TJ-SC Maria do Rocio Luz Santa Ritta, de permitir que a deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL) volte a publicar, em sua página no Facebook, postagem em que se coloca disponível para receber denúncias de alunos contra professores que eventualmente manifestem posições político-partidárias ou ideológicas capazes de humilhar ou ofender suas liberdades de crença e consciência, é que ela bate de frente com o verdadeiro exército de procuradores contrários no Ministério Público Federal e companhia. Por pouco não foi decretada sua prisão só por pensar na ideia. Agora que pode levá-la adiante, esperaremos para ver o que acontece.

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, não esperou a postagem do governador Carlos Moisés e apressou-se em fazê-la antes, para faturar no anúncio da concessão do trecho sul da BR-101, entre Palhoça e a fronteira com o Rio Grande do Sul, cujo leilão sairá ainda neste semestre. Gomes também aproveitou para dizer que a concessão da BR-470, também em SC, está sendo reestruturada, e que o novo terminal aéreo de Florianópolis, o Floripa Airport, será inaugurado no final de outubro deste ano. Sim, mas provavelmente sem acesso.

Por Raul Sartori 25/01/2019 - 06:00Atualizado em 25/01/2019 - 11:00

O jornalista João Lara Mesquita, do jornal “O Estado de S. Paulo”, assina extensa reportagem que detona, com toda razão, algumas manias catarinenses, e florianopolitanas em especial, na ânsia de ostentar. Diz não entender – “pode ser complexo vira-latas, que um bom psicanalista explica” – porque existem nomes como “Jurerê Internacional”.  Acrescenta: “A Ilha de SC é o paraíso de nomes em língua estrangeira. Lá existem os ´beach clubs´ El Divino e Cafe de La Musique; ´resorts´ como o “Il Campanário Villaggio”, e o Jurerê Beach Village; eventos como a feira de produtos orgânicos “Jurerê Organic” ou a ‘Floripa Convention’; bares como o ‘Devassa On Stage’, que era o antigo ‘Stage Music Park’; e tem até o Jurerê Open Shopping.

Poder

A mídia política nacional diz que a cúpula do MDB se move contra o senador Renan Calheiros, que quer presidir o Senado. O notório alagoano diz ter 10 dos 13 votos na sigla. Do catarinense Dário Berger, que se mantém calado, também?

Por Raul Sartori 24/01/2019 - 06:00

A Federação das Indústrias (Fiesc) levou ao governador Carlos Moisés sua extrema preocupação com os impactos que os decretos 1860 e 1867, assinados nos dias 26 e 27 de dezembro pelo então governador Pinho Moreira, causarão ao consumidor e à indústria catarinense, com a revogação de incentivos à economia. O reflexo será enorme se não forem revogados: a incidência do ICMS será elevada de 41% (como é o caso do GLP) a até 142% (leite em pó ou misturas para bolos). A vigência dos novos índices inicia em abril.

Direcionamento

No edital de concurso público para serviços notariais e registrais em serventias atualmente vagas em SC (128 por provimento e 64 por remoção), algo inusitado chama a atenção. Entre os pré-requisitos dos candidatos há a exigência de que tenham exercido função em serviço notarial ou de registro por 10 anos completos ou mais. É direcionamento explicito, de evidente ilegalidade, que tem que ser contestada. Quem se habilita? OAB-SC?

Por Raul Sartori 23/01/2019 - 06:00Atualizado em 23/01/2019 - 23:23

No ato em que assinou, anteontem, o decreto que desativa as restantes  20 sobreviventes Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), o governador  Carlos Moisés ainda não tinha algo  muito importante a dizer: quanto o delírio do falecido governador Luiz Henrique da Silveira – cuja ideia era boa, mas foi desvirtuada logo em seguida - custou ao contribuinte catarinense em todos estes anos.

Farda

Ouve-se nas rodas mais instruídas que não importa, no governo federal ou estadual, se há militares em postos importantes. As pessoas estão tão fartas de desmandos e que o que mais lhes interessa é que façam um bom serviço, na certeza de que militantes não raro se aproveitam do Estado. Disso não faltam lembranças recentes.

Por Raul Sartori 22/01/2019 - 06:00

Ao chegarem para o trabalho, ontem cedo, os juízes das mais de 100 comarcas de SC só tinham um assunto a comentar na rede interna de comunicação entre eles. Alguns expressando preocupação, outros indignação e revolta com o ato da juíza plantonista da Comarca de Florianópolis, Ana Luísa Schmidt Ramos, que liberou da prisão um rapaz preso por portar um fuzil AR-15, pelo fato, entre outros motivos, de não ter antecedentes criminais e não ser uma ameaça à segurança pública.  Uma decisão de tal disparate é devastadora para a imagem do Judiciário em todo seu esforço para melhorar sua imagem diante da opinião pública. Aliás, decisões desse quilate deveriam levar o Judiciário catarinense a pensar na ideia de juízes, após sua aprovação em concurso, fazerem uma espécie de estágio probatório, com possibilidade de reprovação, lógico.

Por Raul Sartori 21/01/2019 - 06:00Atualizado em 21/01/2019 - 23:11

Ouve-se a todo instante, nos meios militares e cada vez também entre os civis, a frase “A polícia prende, a justiça solta”. O caso da juíza que na última semana livrou da cadeia – decisão revogada por uma desembargadora em seguida - um grupo de bandidos presos com um verdadeiro arsenal de armas, em Florianópolis, confirma a percepção, longe de ser verdadeira, mas também não totalmente falsa. A propósito, na penúltima semana, e ciente de que fatos de tal ordem deslustram a justiça, o presidente do TJ-SC, desembargador Rodrigo Collaço, recebeu a visita do comandante da Polícia Militar e presidente do Conselho de Segurança Pública de SC, coronel Araújo Gomes. O encontro foi para “consolidar o processo de aproximação entre as instituições e alinhar novas parcerias, especialmente na área da segurança pública”.

Nova promessa

O governador Carlos Moisés afirmou sexta-feira que as obras de revitalização da ponte Hercílio Luz terão continuidade em 2019 com a expectativa de conclusão até dezembro. Para anotar: de janeiro de 1982, quando a ponte foi interditada ao tráfego, até agora, 12 governadores, incluindo Moisés, fizeram este tipo de promessa.  E, como se sabe, o resultado mais concreto se chama corrupção e não revitalização.

Por Raul Sartori 18/01/2019 - 06:00Atualizado em 18/01/2019 - 20:39

Com o fim das famigeradas Agências de Desenvolvimento Regional parece que não vai faltar atenção aos 295 municípios catarinenses. Na Assembleia Legislativa foi criada em dezembro e já deve começar a funcionar em fevereiro a Comissão de Assuntos Municipais. No Executivo, o governador Carlos Moisés anunciou esta semana a criação de uma central de atendimento aos municípios, que ficará dentro da Secretaria de Estado da Casa Civil. De quebra, as Federações das Industrias (Fiesc) e de Municípios (Fecam) assinaram um convênio para troca de informações econômicas e sociais, com o objetivo de promover o desenvolvimento industrial das cidades.

Socorro!

O Instituto Geral de Perícias (IGP) de São José, na região metropolitana da Capital, fechou. Suas atividades serão assumidas pelo congênere de Palhoça e Florianópolis. O verdadeiro motivo não veio claramente a público: em um ano, aquela importante unidade da Secretaria da Segurança Pública foi arrombada, invadida ou assaltada sete vezes. Por isso fica-se imaginando que segurança tem o cidadão comum.
 

Por Raul Sartori 17/01/2019 - 06:00

Raimundo Colombo e seu sucessor, Pinho Moreira, esperavam encerrar seus mandatos com notícia retumbante quanto a investimentos: a instalação de pelo menos uma das três montadoras chinesas que tinham feito contatos com o Estado. Os planos da Great Wall Motor Company, marca líder em utilitários-esportivos (SUV), em Joinville; da Geely, de automóveis, que chegou a receber oferta de uma área no porto de Imbituba; e a Sinotruk, com fábrica de caminhões, em Lages, estão mantidos, mas em banho-maria, que só tem esfriado.

Cardápio escolar

Sancionada pelo governador Carlos Moises, a lei estadual 17.682 dispõe sobre o cardápio da alimentação escolar. Deve ser fornecida conforme as preferências culinárias vinculadas à tradição e ao clima de cada região catarinense. A lei surgiu de projeto sugerido por estudantes de São Joaquim. Reclamaram que no inverno recebem iogurte e suco, que não aquecem o corpo. Pediram sua substituição, na estação fria, por café, chocolate quente ou sopa, por exemplo.

Por Raul Sartori 16/01/2019 - 06:00

Esses jovens deputados estaduais e federais eleitos pelo PSL de SC merecem um voto de confiança, pela inexperiência natural. Não são corruptos e sem os velhos hábitos que todos conhecidos na classe política. Estes predicados os credenciam. Talvez falte um pouco de humildade, apenas. Não estão sabendo lidar com o poder que o eleitor lhe deu. E como ainda não assumiram, não sabem realmente que poder é esse. Precisam de bons conselhos.

Eu quero

O município de São Cristóvão do Sul pode ganhar o título de capital catarinense dos presídios. Com 5 mil habitantes, a cidade serrana já abriga uma penitenciária estadual. Mas se depender da vontade da prefeita Sisi Blind, poderá receber mais duas e um presídio de segurança máxima. A autorização já está dada, com amplo apoio da população.

Por Raul Sartori 15/01/2019 - 06:00

Com popularidade em baixa, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (MDB) se redime um pouco diante das entidades da sociedade organizada, como a CDL que em nota, ontem, louva a sanção de lei que libera o horário de funcionamento do comércio, indústria e serviços da Capital. Em vigor desde 1993, a lei anterior permitia que fosse das 7 às 22 horas nos dias de semana e das 7 às 20 aos sábados. Mas previa exceções para abertura de lojas aos domingos com horários especiais. A nova lei permite livre abertura e o fechamento dos estabelecimentos, desde que respeitadas as condições de trabalho.

Homenagem?

A compra, por R$ 83 milhões, pela Assembleia Legislativa, no não passado, de um prédio na avenida Mauro Ramos, no Centro de Florianópolis, tem um desdobramento: pela lei estadual 17.674, a edificação será denominada “Presidente Deputado Aldo Schneider”. É uma homenagem póstuma ao presidente da Casa, “baseado em seu histórico exemplar na carreira pública”, justificou-se. O negócio foi e continua muito suspeito. Dignifica o homenageado? Há controvérsias.

Por Raul Sartori 14/01/2019 - 06:00Atualizado em 14/01/2019 - 18:36

Se fosse possível, o decreto, a ser publicado nos próximos dias, oficializando o fim das famigeradas Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), deveria acrescentar uma epitáfio, no estilo que se escreve sobre pedras em túmulos: “Aqui jaz, sem deixar saudades, um cabide de empregos e um símbolo máximo de desperdício do dinheiro do contribuinte catarinense. Descanse em paz eterna”.  Nesse capricho do então governador Luiz Henrique da Silveira – era uma boa ideia, mas viciada desde o início - se foram, em média, em valores atualizados, R$ 600 milhões por ano. Resultados práticos? Nem o governo sabe avaliar ou quantificar.

Enxugamento

O atilado analista político Adelor Lessa registra que em Içara, foi arquivado – mas pode voltar à pauta neste ano – importante projeto que reduz o número de vereadores no município, uma proposta que certamente teria imenso apoio popular se fosse copiada nos demais de SC, onde seus legislativos, exceções à parte, são vistos como exemplos de completa inutilidade, quando não um antro de corrupção e o mais perfeito cabide de empregos. A propósito: quando vai surgir uma lei eliminando o salário de vereadores?

Por Raul Sartori 12/01/2019 - 06:00

A realização de testes rápidos toxicológicos, já feitos em Itajaí e que nas próximas semanas começarão a ser operados por policiais em pequenas apreensões de drogas em outras cidades do Estado, ganhou tanta notoriedade, em poucas horas, que o TJ-SC recebeu convite para que o apresente o projeto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A pioneira iniciativa catarinense tem tudo para ser nacionalizada. Além do baixo custo, permitirá que 40% das perícias feitas hoje deixem de ser realizadas. Um dos maiores entusiastas do projeto é o governador Carlos Moisés.

Tensão

As diferenças entre os deputados estaduais e federais eleitos pelo PSL em SC têm se manifestado de forma tão drástica e crescente que as lideranças nacionais do partido devem vir ao Estado tentar apaziguar os ânimos. Uma pena, porque milhões de eleitores, especialmente os jovens, apostaram no partido por propor uma nova forma de fazer política. Jovens que começam a se desencantar.

Por Raul Sartori 11/01/2019 - 06:00

Deve causar repercussão nacional quando a grande mídia ficar sabendo que, em breve, policiais de SC passarão a portar kits de testes rápidos para a realização de exames toxicológicos em usuários de drogas ilícitas presos em flagrante, em qualquer lugar. A iniciativa, pioneira no Brasil, é fruto de uma ação conjunta formalizada esta semana entre o Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em segundos se terá o resultado e, assim,  agilizar rapidamente a tramitação dos processos. Atualmente, um laudo de constatação leva mais de 30 dias para ficar pronto.

Marola

A “onda” que deu milhões de votos para o PSL no país e em SC está virando marola e, se continuar, acabará em maré baixa. Os eleitores é que estão surpresos com a guerra de vaidades no partido, demonstrada por três dos quatro deputados federais eleitos que, ainda sem tomar posse, já batem de frente com o presidente estadual, Lucas Esmeraldino. Querem a sua cabeça. A novidade é que estão expondo tudo publicamente.

Por Raul Sartori 10/01/2019 - 06:00

Os suíços (todos boa gente) que administram a concessão do novo aeroporto (em obras) Hercílio Luz, de Florianópolis, anotaram em seus caderninhos a sentida e repercussiva reclamação do agora primeiro-filho da República, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), que sentiu-se desconfortável no tempo que permaneceu no lotado terminal  aéreo, no último final de semana. É bem possível que vão enviar para ele uma cartinha muito gentil não só pedindo desculpas pelo transtorno, como também prometendo que no futuro não sentirá saudades dos momentos que vivenciou no local.

Ousadia

Um homem detido por tráfego de drogas em Criciúma chamou a atenção pela ousadia e petulância. Entre dedos de sua mão tatuou a frase “PM bom é PM morto”. Em tempo: ele continua vivo.

Por Raul Sartori 09/01/2019 - 06:00Atualizado em 09/01/2019 - 23:19

O PSL catarinense, ao tomar a providencial decisão de manter na estrutura administrativa por pelo menos 90 dias algumas centenas de servidores comissionados do governo anterior, substituindo gradualmente ao longo do templo, sem pressa, reconhece que, por ora, não tem quadros. Melhor assim do que partir para o odioso leilão de cargos, onde, quase sempre, não se premia a competência.

Arapuca

Quem tem veículo movido a gás está concluindo, pelo menos em SC, que caiu em mais uma arapuca. O preço do combustível aumentou mais de 70% em algumas regiões de agosto de 2019 até agora.

Por Raul Sartori 07/01/2019 - 06:00Atualizado em 09/01/2019 - 23:08

Com o respaldo das confederações filiadas, entre elas a catarinense Fiesc, a Confederação Nacional da Indústria tem um plano de enfrentamento contra a decisão do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, de cortar entre 30% a 50% as bilionárias verbas para o Sistema S. A estratégia inicial é articular as entidades regionais para convencer seus parlamentares no Congresso. Se isso não for suficiente, vai para o Supremo Tribunal Federal.

Distância

Agora distantes do poder, os ex-governadores Pinho Moreira e Raimundo Colombo não devem se encontrar e nem se falar por um bom tempo. Há mágoas e ressentimentos dos dois lados. E agora não há ninguém por perto empunhando extintores de incêndio.

Por Raul Sartori 05/01/2019 - 06:00Atualizado em 09/01/2019 - 23:02

Causou surpresa no Centro Administrativo do Governo saber que o então governador Pinho Moreira, em um de seus últimos atos, sem aviso prévio, nomeou (e poderia fazâ-lo) seis novos vogais (uma espécie de conselheiros, com direito a voto) da Junta Comercial do Estado (Jucesc), apesar de seus mandatos iniciarem dia 1º de março. Entre os nomeados está o ex-deputado do MDB Miguel Ximenes.

Crimes tecnológicos

A última portaria assinada pelo então secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto, criou, na estrutura da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a Divisão de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Providência que vinha sendo adiada há anos.

Por Raul Sartori 04/01/2019 - 06:00Atualizado em 09/01/2019 - 21:09

Se SC não comparece no primeiro escalão de Jair Bolsonaro com nenhum ministro, o grupo em volta do presidente tem disparado sinais que haverá compensações imediatas, com a nomeação de correligionários do PSL catarinense para os vários cargos federais no Estado. O pedido é de um pouco de paciência, por enquanto.

Articulador

O agora todo poderoso ministro da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, deixou escapar que quer ter junto a si um grupo de articuladores políticos experientes. Um deles seria Paulo Bauer (PSDB-SC) que ficará sem mandato a partir de fevereiro.

Por Raul Sartori 03/01/2019 - 06:00

Quem viu tudo pela televisão e muito mais nitidamente os que estiveram presentes na posse do governador Carlos Moisés, anteontem, notaram um fato incomum: a ausência de povo. Extensos espaços das galerias da Assembleia Legislativa ficaram vazios, por exemplo. A análise que alguns fizeram do fato: o eleitor de Carlos Moisés não se sentiu envolvido na sua campanha e simplesmente seguiu a “onda” Bolsonaro, cravando o 17 na urna. O voto, em sua maioria, foi em um número. Está aí mais um desafio do novo governador: trazer o eleitor para ser partícipe de sua gestão, de forma direta ou indireta.

Antes e depois

Em discurso de posse, na Assembleia Legislativa, o governador Carlos Moisés dirigiu-se aos poucos deputados estaduais para dizer que acredita em “um relacionamento que tenha os interesses de SC acima de qualquer disputa de interesse pessoal ou divergência partidária”. Deputados estaduais, em sua maioria ligados à velha política, mandaram um recado: ausentaram-se do ato. Estão ressabiados porque Carlos Moisés, atendendo recado das urnas, não montou sua equipe como se fosse um balcão de negócios. As famosas listas de indicações foram repelidas. Se para o bem ou para o mal, o tempo dirá. Mas já fez história.

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