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Aulas ideológicas

Por Raul Sartori 18/03/2019 - 06:00Atualizado em 18/03/2019 - 16:40

Só pelo título dado fica claro o viés ideológico da agenda desta semana das aulas magnas ou inaugurais na UFSC. E o contribuinte, ali, bancando hospedagem, passagem aérea e outras despesas dos “convidados” de discurso mais que feito e conhecido, com todo respeito à esquerda honesta intelectualmente que ainda temos. Além do ativista e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Teto, Guilherme Boulos, que dispensa apresentações, que fala amanhã no auditório da Reitoria, hoje pela manhã será a vez de Nilma Lino Gomes, da Universidade Federal de Minas Gerais, abordar “Ações afirmativas como estratégia de resistência em tempos de retrocesso” (?), na aula do programa de pós-graduação em Educação. Dia 21 será a vez do professor Ricardo Mariano, da USP, fazer a aula inaugural do programa de pós-graduação em Sociologia Política. Abordará “Religião e política no Brasil: ascensão da direita cristã”. Dá para imaginar se a maior universidade pública catarinense não tivesse em seu ideário o decantado “pluralismo”, em seu sentido mais amplo, mas principalmente de ideias. Universidade que por seu viés ideológico radical e inconsequente, de anos a fio, não procura e nem quer saber porque boa parte da população catarinense lhe devota merecida indiferença e uma hostilidade e isolamento crescente. Virou como que um gueto.

Consumidor

Até a última sexta-feira, 15, Dia Mundial do Consumidor, haviam 125.484 mil processos em tramitação no Judiciário catarinense relacionados a conflitos de consumo. O número corresponde a 5% do total em andamento – que é de estratosféricos 2.584.634. Comparado ao mesmo período do ano passado, as ações tiveram uma queda de 5,6%. Em março de 2018, eram 132.886 mil.  Apesar de mais expressivo, somavam os mesmos 5% do total - 2.756.697 milhões. Entre os assuntos mais recorrentes estão: inclusão indevida em cadastro de inadimplentes, indenização por dano moral, seguro, revisão de contrato e telefonia.