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Diocese avalia caminhada e conhece novo coordenador de pastoral

Por Pe. Samiro 31/10/2018 - 06:00Atualizado em 08/11/2018 - 22:17

Padres, religiosas, leigos e leigas representantes das 34 paróquias e três santuários da Diocese de Criciúma, coordenadores diocesanos de serviços de pastoral e movimentos estiveram reunidos, na semana passada, por meio do Conselho Geral de Pastoral. A atividade foi acolhida pela Paróquia Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá. No auditório do novo Centro de Pastoral, os mais de 150 conselheiros refletiram a realidade das práticas pastorais realizadas em suas paróquias e comunidades, à luz das orientações do Plano Diocesano de Pastoral, cuja vigência vai até 2023. A vivência do objetivo geral da Diocese, das urgências, da fé, da comunhão e da participação, forças e fraquezas foram apontadas por meio de trabalhos em grupos. “É sempre importante olharmos para o que fizemos e o que vamos fazer para nossa Igreja. Da parte de Deus, sempre é tempo da graça e, por isso, nós estamos aqui, porque queremos participar do tempo da graça de Deus, fazendo nosso planejamento e nos colocando à disposição para servir a sua Igreja”, abriu a reunião o bispo Dom Jacinto Inacio Flach, pedindo a bênção de Deus sobre o conselho.

Planejamento pastoral

O grupo contou com a assessoria do doutorando em Teologia Sistemática (PUC-RS), padre Thiago De Moliner Eufrásio, que abordou o tema “Planejamento Pastoral - motivações e perspectivas”. “Em uma expressão: planejar é administrar o tempo. Segundo alguns filósofos contemporâneos, o tempo é o maior bem que uma pessoa pode ter e será o grande símbolo de riqueza humana: ter tempo. Bom, aqui entra a famosa expressão: não tenho tempo. Às vezes real, mas muitas vezes uma espécie de justificativa barata de quem não quer se comprometer ou quer se fazer importante. Como disse, administrar o tempo é saber planejar”, disse padre Thiago. O assessor convidou à escuta do Evangelho de São Lucas 14, 25-34. “Nesse evangelho, transparece a finalidade do planejamento pastoral: levar as multidões que acompanham Jesus ao discipulado-missionário. Lucas apresenta um itinerário precioso e preciso: multidões acompanham Jesus. Sua palavra e seus sinais são conhecidos. Mas isso não significa discipulado. Identificar quem compõe essa multidão: para quem e com quem estamos falando? Vivemos em um tempo onde não se pode mais pressupor a fé das pessoas. Sua maturidade para a ação. O encontro com ele é marcado por duas atitudes; primeira: colocá-lo como fundamento, ou seja, como referência das escolhas e decisões; segunda: assumir as consequências do seguimento, ou seja, coerência. Promover um processo de evangelização que leve em conta não somente a realidade social e cultural, mas o grau de aproximação da Igreja e o conhecimento da fé das pessoas. Não se pode nivelar as pessoas ou supor a evangelização. A coerência da fé não é pressuposto, é consequência de um caminho de amadurecimento. Para isso é preciso saber qual a finalidade, as possibilidades, os riscos, os recursos, os possíveis conflitos, os limites e as parcerias necessárias. Ter, diante disso, um planejamento real que é sempre circunstancial: Onde estamos? Onde queremos chegar? Quem e quantos iremos atingir nessa ação? Quando e onde vamos começar? Quando iremos concluir? Quais os recursos humanos, financeiros, técnicos são necessários? Os riscos a serem evitados? Qual serão os pontos de avaliação? Disponibilidade para um discipulado se transforma em missionariedade. O planejamento pastoral, para ser bem executado, precisa ser traduzido em um projeto que vise, sobretudo, as pessoas envolvidas na execução e nas consequências. E um projeto preciso e delimitado: o amadurecimento na fé que se traduz em um discipulado-missionário”.