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Por Lucas Rocco 19/02/2019 - 06:00

Por André Ribeiro

Segundo informações veiculadas no final de semana, o grupo Cosan estaria em negociações para a compra da participação de 80,6% do fundo de pensão previ na Litel, que detém 21,3% de participação na mineradora Vale. Supostamente o negócio não foi para frente porque a Cosan teria que fazer um desembolso de R$38 bilhões para adquirir a participação, sendo um desembolso extremamente alto para a Cosan, mesmo considerando o grupo Cosan (EBITDA de R$5,5 bilhões / R$6 bilhões). A atividade de mineração possui pouca sinergia com os negócios da Cosan, focados no segmento sucroalcooleiro e energia. Para a Vale, caso o deal fosse confirmado, o impacto é bastante positivo. Retira um fundo de pensão, estado, da empresa, que hoje é o maior acionista. A Previ teve o direito de escolher o presidente do conselho de administração da Vale. A Cosan negou qualquer negociação junto a mineradora. Vamos ver, aonde há fumaça...

Por Lucas Rocco 15/02/2019 - 06:00

A bolsa de valores brasileira disparou nessa quinta-feira (14) poucos minutos após o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho anunciar os pontos da reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Pela manhã, já existia um bom clima com a repercussão da alta médica do presidente Bolsonaro. Seu retorno ao trabalho foi visto com otimismo pelo mercado, pois naturalmente, a equipe econômica aguardava seu aval para fechar o projeto da reforma da Previdência.

Ibovespa

Com o impulso na última hora de negociação do dia, a bolsa de valores brasileira recuperou os 97 mil pontos operando em forte giro financeiro principalmente no final do pregão. O dólar veio no caminho inverso, a divisa norte-americana tombou de R$ 3,79 para R$ 3,73 na bolsa de futuros.

Por Lucas Rocco 14/02/2019 - 06:00

Por Renato Ribeiro

A controladora da Levi’s, a Levi Strauss & CO, entrou ontem com pedido na bolsa de Nova York para lançar sua ações no mercado acionário. Depois de ter fechado o capital da companhia, há mais de 30 anos, a fabricante de Jean pretende captar aproximadamente US$ 100 milhões com a operação. No ano passado a Levi Strauss registrou uma receita líquida de US$ 5,58 bilhões, com lucro líquido de US$283,1 milhões.

Moody’s – Reforma da Previdência

Segundo uma das três agências de classificação de riscos, a Moody’s, a reforma da previdência não deve ser aprovada antes do segundo trimestre, podendo ser adiada ainda mais. A agência considera que “dada a amplitude das reformas propostas, esperamos que o processo de aprovação será adiado e é improvável que seja finalizado antes do terceiro trimestre deste ano, e pode ser adiado ainda mais se componentes adicionais, como uma reforma trabalhista, estiverem ligados à proposta de reforma da seguridade social”.

Por Lucas Rocco 13/02/2019 - 06:00Atualizado em 13/02/2019 - 23:30

O Comitê de Política Monetária do Banco Central informou em ata de sua última reunião, quando os juros básicos foram mantidos estáveis na mínima histórica de 6,5% ao ano, que a inflação se encontra em níveis, apropriados ou confortáveis. A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2019, a meta central de inflação é 4,25% e, para 2020, de 4%. Com intervalo de tolerância, a inflação pode ficar entre 2,75% a 5,75% neste ano sem que a meta seja descumprida e, entre 2,5% e 5,5% no ano que vem. O BC avaliou que a evolução da atividade econômica tem sido consistente com o cenário básico de recuperação gradual da economia brasileira. A instituição estimou, no fim do ano passado, uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,4% para 2019.

Mercados globais

Operam em alta, com Europa subindo perto de 0,6%, Ásia 0,25% e S&P futuro 0,5%. O otimismo se deve em parte pela esperança de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China antes do prazo do dia 1º de março para aumento de tarifas americanas sobre produtos chineses. Além disso, o mercado também ganhou impulso com notícias de que legisladores dos EUA chegaram a um acordo preliminar sobre o financiamento da segurança nas fronteiras, o que poderia ajudar a evitar outra paralisação parcial do governo, que pode começar no sábado. Assessores do Congresso, no entanto, disseram que o acordo não contém os US$ 5,7 bilhões que o presidente Donald Trump quer para um muro de fronteira EUA-México, o que pode pesar na aprovação do mesmo.

Por Lucas Rocco 12/02/2019 - 06:00Atualizado em 13/02/2019 - 23:24

A volatilidade apresentada pelas ações da Vale nos últimos pregões tem sinalizado a incerteza diante do futuro da companhia. Somente no pregão da última sexta-feira a ação oscilou mais de 7% entre sua mínima e máxima do dia, na abertura dessa semana foi mais de 5% de volatilidade. Alguns enxergam o tombo no preço da ação, resultado da tragédia, como uma oportunidade de compra. Já outros entendem que o futuro da empresa não será tão tranquilo e por acreditarem em mais queda, seguem na ponta vendedora.

Locais x Estrangeiros

Essa diferença de perspectiva tem sido observada entre locais e estrangeiros. Aproximadamente 80% dos investidores brasileiros estão demonstrando interesse em comprar o papel após a queda, enquanto 70% dos investidores globais estão reticentes eram os analistas do UBS Andreas Bokkenheuser, Marcio Farid e Cleve Rueckert em relatório de 8 de fevereiro, mencionando conversas recentes com 30 investidores.

Por Lucas Rocco 09/02/2019 - 06:00

A bolsa de valores brasileira quebrou a sequência de seis semanas de alta nessa sexta-feira, foi a primeira semana negativa durante o Governo Bolsonaro. Nem mesmo a boa recuperação no fechamento da semana com o Ibovespa subindo mais de 1% e recuperando os 95 mil pontos foi o suficiente para anular as perdas acumuladas ao longo da semana.
O dólar também sucumbiu a tendência de alta no curto prazo e, depois de atingir os R$ 3,75 no meio do dia, cedeu e voltou aos R$ 3,72.

Vale

A Vale foi destaque de alta. Depois de voltar a cair e testar o suporte psicológico de R$ 40 o papel, no meio da tarde, recebeu um fluxo intenso de compra e voltou para o patamar do tombo do pregão pós-tragédia de Brumadinho (MG).

Por Lucas Rocco 09/02/2019 - 06:00

ALAMBRADO - Como dizia Leonel Brizola: “quando o eleitor costear o alambrado, ao invés de ir até onde o político está, é porque ele debandou para o outro lado”.  Ele fez uma alusão ao gado que, quando não vem até você, é porque já está satisfeito. Quem lembrou esta frase foi um ex-vereador de nosso município com relação às últimas eleições, porque muitos de seus eleitores não lhe procuraram, logo ele concluiu que iriam votar no adversário.

Por Lucas Rocco 08/02/2019 - 06:00

Depois da lua de mel, vem a ressaca. Após ter batido recordes sequentes de valorização e voar alto com as movimentações do novo governo brasileiro, a bolsa de valores local passou a devolver parte dos bons ganhos acumulados em 2019.

Nem mesmo a forte queda na véspera (-3,74%) aliviou a sede do mercado pela ponta vendedora. A Vale, inclusive, perdeu o fundo marcado no tombo que seguiu o rompimento da barreira em Brumadinho (MG) operando abaixo do preço visto naquele dia, em cerca de R$ 42,00 depois de ter passado os R$ 55,00 esse ano mesmo, pouco antes da tragédia.

Motivação

O Ibovespa voltou para 93 mil pontos, depois ter ultrapassado os 98 mil pontos semana passada. A pressão partiu de Wall Street, muito mal humorada com sinalizações de que a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, EUA e China, ainda está longe do fim. O dólar voltou a ser negociado acima de R$ 3,70, com a divisa norte-americana se valorizando contra a maior parte dos emergentes, diante da falta de grandes gatilhos globais para os negócios.

Por Lucas Rocco 07/02/2019 - 06:00Atualizado em 07/02/2019 - 23:19

Por Diogo Yamassake

Após 6 semanas seguidas de alta, o indice Bovespa teve o pior pregão do ano. Com desempenho negativo de 3,74%, tivemos um fechamento em 94.636 pontos nessa quarta-feira (06). O destaque negativo ficou por conta das ações da Vale (VALE3) que se desvalorizaram 4,88%, sendo cotada a R$ 42,46 após algumas novidades em relação a investigação da tragédia de Brumadinho.

Vale

A Polícia Federal identificou uma troca de e-mails entre profissionais da Vale e duas empresas ligadas à segurança da barragem de Brumadinho, que mostravam que a Vale já havia identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura dois dias antes da tragédia.

Por Lucas Rocco 06/02/2019 - 06:00

Por Renato Augusto

Tentará acalmar o Congresso no tradicional discurso do Estado da União nesta quarta-feira. Este ano será especialmente importante devido à paralisação do governo e ao impasse sobre a fronteira mexicana. Todos os políticos e congressistas norte-americanos relevantes estarão presentes e espera-se que o presidente fale em otimismo e união, mesmo que o discurso tenha sido adiado como consequência da mais longa paralisação do governo na história. A lei que suspendeu a paralisação do governo em 25 de janeiro tem prazo de três semanas, até 15 de fevereiro. Se o Congresso não conseguir entrar em acordo sobre o assunto, é provável que haja outra paralisação, o que deve trazer volatilidade aos mercados.

PMI da Zona do Euro 

O PMI da zona do euro em janeiro, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu de 51,1 para 51 em janeiro, porém superou as expectativas dos analistas de 50,8.
Na Alemanha, o índice veio em linha com as projeções de 52,1, no entanto o PMI do setor de serviços para a Itália foi abaixo das expectativas em 49,7 e se tornou o mais recente indicador do país a apontar para uma contração. Embora os dados acima de 50 indiquem uma expansão da atividade econômica, a tendência sugere uma desaceleração marginal na zona do euro.

Por Lucas Rocco 05/02/2019 - 06:00

Por André Ribeiro

Mesmo com menor volume de negociações, por conta do feriado chinês, o principal índice de ações no Brasil seguiu forte, fechando pela primeira vez acima dos 98 mil pontos. Mesmo com um final de semana tumultuado no Senado Federal, as notícias que circularam no mercado sobre uma reforma da Previdência mais severa, amenizando a trajetória explosiva das contas públicas, fizeram a semana iniciar com ganhos na B3. No pano de fundo também há outros dois fatores. A sinalização do Federal Reserve (BC EUA) em pausar a alta de juros por lá, beneficiando o fluxo de capitais para países emergentes, e o período de divulgações de resultados trimestrais das empresas brasileiras. Apesar desse contexto, o mês de fevereiro deve ter maior volatilidade dado o início das negociações para a reforma da Previdência.

Juros Brasil

Hoje começa a primeira reunião do Comitê de Política Monetária do Brasil, o Copom, que provavelmente decidirá pela manutenção da taxa básica de juros em 6,5% ao ano. Sobre a decisão que será proferida amanhã, nenhuma novidade. Todos estarão atentos ao comunicado que a instituição fará depois. Desde ano passado o consenso do mercado era sobre uma Taxa SELIC em 8% ao final de 2019. Ao passar das semanas, com a atividade econômica fraca, inflação baixa e ancorada, o mercado tem revisto para baixo a projeção para o juro este ano. Tudo isto precisa ser amparado pelo ajuste fiscal, mas já há quem acredite que possa ocorrer até mesmo queda na SELIC este ano.
 

Por Lucas Rocco 02/02/2019 - 06:00

O primeiro pregão do mês de fevereiro foi de maneira geral positivo para a bolsa de valores brasileira. Dados fracos da economia chinesa foram contrabalanceados com a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos.

O grande evento do dia, no entanto, ficou para após o fechamento do pregão, com o início dos trabalhos no Congresso, principalmente na escolha dos presidentes da Câmara e do Senado.

Expectativa

Os efeitos da decisão da direção do Congresso aparecerá na segunda-feira (04). A expectativa era de que Rodrigo Maia venceria a eleição para a presidência da Câmara no primeiro turno.

Enquanto isso, no Senado, Renan Calheiros seguia favorito para ser escolhido como presidente após vencer Simone Tebet em disputa dentro do MDB, mas ao longo da sexta-feira(01) a convicção do mercado sobre sua quinta eleição para a presidência do Senado não seria tão simples. Veremos...

Por Lucas Rocco 31/01/2019 - 06:00

A bolsa de valores brasileira voltou a subir nesse meio de semana e, mesmo diante de novos obstáculos, deu sequência a lua de mel com o novo governo e seguiu próxima do  seu topo histórico. O Ibovespa, que já vinha com um dia positivo com ajuda da recuperação e curto prazo da Vale, ganhou mais força na segunda parte do pregão desta quarta-feira (30) e passou a subir mais de 1% após o FED (Banco Central dos EUA) anunciar a manutenção dos juros na maior economia do mundo, principalmente ao remover de seu comunicado a referência a altas graduais nas taxas no futuro, o que favorece a economia mundial, inclusive a nossa.

Vale

Foi indispensável para a sorte do Ibovespa o fato da Vale ter operado em forte recuperação com o anúncio que a companhia decidiu acabar com as barragens a montante (tipo de estrutura que se rompeu em Brumadinho e usa os rejeitos de minério na contenção). O papel andou bem, quase 10% de recuperação do tombo da abertura de semana, mas seguiu em forte giro financeiro pela intensa troca de mão de investidores que acreditam que a empresa seguirá normalmente e aqueles que abandonam a companhia.

Por Lucas Rocco 30/01/2019 - 06:00

Por Renato Augusto

O Ibovespa operou em alta de 0,70% a 96.108 pontos recuperando a perda influenciada majoritariamente pelo tombo de 24.5% das ações da Vale após o desastre de Brumadinho. As ações da Vale (VALE3 +1,72%) tem valorização. O contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro de 2019 tinha queda de 0,84%, cotado a R$ 3,730, e o dólar comercial recuava 0,82%, para R$ 3,734. O real segue a tendência de valorização das moedas emergentes ante do dólar no exterior. 

Produto interno bruto

Déficit primário de R$ 120,258 bilhões em 2018, o equivalente a 1,7% do PIB, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional. As despesas do governo no ano passado superaram as receitas com impostos e tributos em R$ 120,258 bilhões. O valor não inclui os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública. As contas do governo também consideram o resultado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público de aposentadoria que atende aos trabalhadores do setor privado. Em 2018 a previdência registrou rombo de R$ 195,197 bilhões. Em 2017, um resultado negativo foi de R$ 182,450 bilhões. O resultado de 2018 foi influenciado pelo crescimento da economia, que levou a uma alta da arrecadação, e pelo reforço de caixa dos royalties, uma participação financeira que o governo recebe das empresas que exploram petróleo no país. 

Por Lucas Rocco 29/01/2019 - 06:00

Nessa abertura de semana o mercado financeiro brasileiro se viu diante de mais uma grande vergonha nacional, com a tragédia gerada pela Vale. Logo na abertura, a bolsa de valores brasileira entrou no vermelho arrastada pela lama da companhia. Como a mineradora tem um peso relevante no Ibovespa, a queda foi inevitável já que o papel se derretia caindo mais de 20% somente no pregão de ontem. A contaminação do ambiente de negócios também foi inevitável e com isso o Ibovespa voltou para os 95 mil pontos no meio da tarde.

Vale

As ações da empresa despencaram com um giro financeiro impressionante, a repercussão da tragédia de Brumadinho (MG), onde uma barragem de rejeitos de mineração da Vale se rompeu na tarde de sexta-feira (25), deixando um rastro de destruição ambiental e dezenas de mortos foi a pior possível.
O rompimento da barragem ocorreu no feriado de São Paulo, em que a B3 esteve fechada, e fez com que muito se especulasse sobre o comportamento do papel na segunda-feira (28). Os piores prognósticos foram confirmados, com as ações da empresa desabando.   

Por Lucas Rocco 26/01/2019 - 06:00

A lua de mel dos investidores com o novo governo brasileiro teve sequência nessa semana do mercado financeiro. A semana encurtada pelo feriado de aniversário da capital paulista e centro financeiro nacional não teve pregão na sexta-feira. Mas os quatro pregões foram suficientes para a Bovespa encerrar a semana em alta novamente.
Na quinta semana do Governo Bolsonaro, o Ibovespa emplacou sua quinta semana em alta em 2019, essa lua de mel dos investidores com o novo governo tem permitido ao índice local operar de cara para o vento, navegando em céu de brigadeiro.

Recorde

O Ibovespa fechou a semana em um patamar jamais alcançado, com alta de 1,16%, aos 97.677 pontos.

Por Lucas Rocco 25/01/2019 - 06:00Atualizado em 25/01/2019 - 10:58

A lua de mel dos investidores com o novo governo brasileiro vem tendo continuidade ao longo dessa semana. O otimismo ficou ainda mais forte após as falas do presidente Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, em Davos no Fórum Econômico Mundial. Apesar da repercussão na imprensa, o mercado não sofreu impacto do cancelamento da entrevista coletiva que concederia com o ministro da Economia Paulo Guedes e o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro durante o evento.

Plano Econômico

O mercado gostou dos comentários do presidente Jair Bolsonaro sobre a reforma da previdência em entrevista à Bloomberg, e da fala de Paulo Guedes sobre taxação de dividendos. Bolsonaro prometeu reformar substancialmente a Previdência, adotando uma idade mínima mais elevada.

Ele disse ainda que a situação dos estados aponta para a aprovação da reforma, que interessa aos governadores. Por outro lado, derrapou quando perguntado sobre a participação dos militares, o presidente armou o sistema de aposentadoria das Forças Armadas entraria apenas “numa segunda parte da reforma”.

Por Lucas Rocco 24/01/2019 - 06:00

A Bolsa de valores brasileira chegou nesse meio de semana para um movimento de recuperação, depois do maior tombo do ano ocorrido na terça-feira (22). O esperado discurso de Jair Bolsonaro em Davos não animou e o ‘peso’ do mercado externo acabou contaminando ainda mais nosso mercado. Os índices norte-americanos chegando a cair cerca de 2% com as incertezas sob a economia global e a intensificação da Guerra Comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Exterior

A tensão externa foi baseada na notícia do Financial Times de que os EUA teriam rejeitado uma oferta da China nas tratativas sobre as negociações comerciais, sendo seguida pela informação da CNBC de que um encontro entre os dois países foi cancelado por divergências sobre o cumprimento das regras de propriedade intelectual.
Com isso, o dólar disparou e voltou a ser negociado acima de R$ 3,80, enquanto o Ibovespa testava o patamar de 95 mil pontos.

Por Lucas Rocco 23/01/2019 - 06:00Atualizado em 23/01/2019 - 23:24

Por Renato Augusto

Cai mais de 1% após o mau humor externo segundo o Financial Times de que os EUA teriam rejeitado uma oferta da China nas tratativas preparatórias sobre as negociações comerciais, sendo seguida pela informação da CNBC de que um encontro entre os dois países foi cancelado por divergências sobre cumprimento das regras de propriedade intelectual. Já o dólar comercial avançava 1,04%, cotado a R$ 3,7898 na venda. O presidente Jair Bolsonaro em seu primeiro discurso internacional, não empolgou o mercado, ele defendeu a implementação de reformas estruturais para a economia brasileira, uma agenda rigorosa de combate a corrupção e a lavagem de dinheiro e a compatibilização ente preservação do meio ambiente com desenvolvimento econômico, sem tanta ênfase sobre a Previdência. 

Investimento estrangeiro direto

País passou da 4° para a 9° colocação entre os maiores destinos de recursos produtivos, o fluxo de recursos no Brasil passou de US$ 68 bilhões, em 2017, para US$ bilhões no ano passado. No mundo, o fluxo de investimento caiu ao nível mais baixo desde a crise financeira global de 2008. Sofrendo uma contração de 19%, passando de US$ 1,47 trilhão em 2017 para US$ 1,2 trilhão no ano passado. 

Por Lucas Rocco 22/01/2019 - 06:00

Por André Ribeiro

Em relatório divulgado ontem com o título “2019 – um ano decisivo”, a área de pesquisa da XP Investimentos salientou sobre o cenário sem precedentes que temos à frente, o potencial de crescimento da nossa economia e, consequentemente, de evolução do nosso mercado de capitais. Segundo a equipe, “Vemos o risco-retorno como atrativo no Brasil e ações como a melhor classe de ativos”, complementando que “Bolsonaro assume o país num cenário sem precedentes. O crescimento deve acelerar para pelo menos 2% em 2019 (...), a utilização da capacidade é baixa, com desemprego em 12% e capacidade industrial em 78%. A inflação acumulou 3,75% em 2018 e as expectativas seguem ancoradas em 4,1% para 2019.” Este contexto, somado a uma agenda de produtividade em vigor pelo novo governo, devem manter as taxas de juros mais baixas e a atividade econômica pode surpreender.

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