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Crônica da cidade

Por Archimedes Naspolini Filho 22/01/2019 - 06:00

JORNAL TRIBUNA CRICIUMENSE, precursor de A TRIBUNA, edição de 21 de setembro de 1959.

CAMPEIA LIVRE E DESBRAGADAMENTE O JOGO DO BICHO NESTA CIDADE – Fazia tempo que o Dr. José Pimentel, proprietário do Jornal Tribuna Criciumense, não tocava no assunto. Nas primeiras edições, nos anos de 1955 e 1956, era matéria semanal. De uns tempos para cá, todavia, houve silêncio sobre o assunto. Agora ele veio com tudo, denunciando os banqueiros, os corretores, os apostadores e até o Juiz de Direito, este por não tomar as providências que Pimentel julgava devessem ser tomadas.

TERRENO PARA O FÓRUM – O Dr. Francisco May Filho, Juiz de Direito da Comarca, recebeu, em data de 16 do corrente, um telegrama cujo texto reproduzimos: “Estive Patrimônio União ficando praticamente resolvida cessão terreno construção Fórum. Logo regressar, mandarei fazer projeto. Saudações Heriberto Hülse, Governador. O Fórum da Comarca estava situado no andar superior do edifício da prefeitura municipal, hoje Casa da Cultura Neusa Nunes Vieira, na Praça Nereu Ramos. Mas a comunidade jurídica e a própria população pediam uma edificação própria. E era sobre isso que o despacho telegráfico do governador. O Fórum, realmente, foi construído na Avenida Getúlio Vargas e, hoje, serve para a Justiça do Trabalho e os cartórios eleitorais do município.

UNIDADE DO EXÉRCITO PARA CRICIÚMA – Processa-se, nessa cidade, por iniciativa do Rotary Club, um movimento em profundidade, com o apoio de associações e órgãos de classe, visando conseguir, junto ao Sr. Ministro da Guerra, a transferência de uma unidade do Exército para Criciúma. Este município, pela importância que desfruta no cenário econômico e cultural catarinense, afora a sua privilegiada situação como ponto estratégico e maior produtor de carvão, no país, necessita, com urgência, ser olhada pelos Poderes públicos federais com maior atenção. E Tribuna Criciumense segue num arrazoada que justificava a reivindicação dos rotarianos de trazerem, para cá, uma unidade do Exército nacional, o que aconteceria somente 20 anos depois.

COUSAS QUE GOSTO DE RECORDAR – Artigo de capa assinado pelo estudante Clóvis Balsini que, distante de Criciúma, reuniu algumas lembranças da cidade que recordava com frequência. E citou, lamentando, dentre outros, a poeira grossa do carvão infestando as ruas, as calçadas mal construídas, o odor fétido de enxofre causado pela queima de perita. Mas, satisfeito, falava das soirées e bailes do Mampituba, da boate Capri, dos jogos de futebol, da Churrascaria OK, do Café São Paulo, da barbearia Salão Azul, do Carlito’s Bar e de outras mais que revelarei na edição de amanhã. 

Até lá amigos e um abraço do meu tamanho.

Bibliografia: coletânea Tribuna Criciumense, Arquivo Público Pedro Milanez.