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Você não é todo mundo

Já agradeceu por isso hoje?
Por Pity Búrigo 20/08/2021 - 19:04 Atualizado em 20/08/2021 - 20:12
      Sextou: reflexão pro fim de semana 

Esses dias, lavando umas alfaces pro jantar, me peguei naqueles devaneios aleatórios, quando a gente se questiona se está no caminho certo. E minha linha de raciocínio não passou nem perto do segmento profissional ou algo parecido. Eu estava pensando exatamente sobre o ato em si: limpar aquelas folhas verdes - tarefa fácil, que não exige muito de quem o faz, diferente de quem prepara um cardápio mais elaborado. E é aí que pairou a minha dúvida. “Por que que eu não cozinho? Será que vou passar por essa vida sem aprender? Serei uma mãe/avó que não cozinha? Tanta gente cozinha... Ou melhor: tanta gente que nunca cozinhou, aprendeu e hoje mantém uma boa relação com as panelas.” Desliguei a torneira, coloquei as alfaces no prato e fui preparar os meus ovinhos (nada muito hard também). Foi quando, na verdade, eu já tinha a resposta para os meus pontos de interrogação. “Não. Eu não vou cozinhar porque eu não tenho vontade de aprender. Não é algo que me faz falta, não me interesso pelo assunto e ponto.” 

A alface foi só o gatilho pra eu falar no texto de hoje sobre exatamente isso: o não querer fazer o que muitos fazem. Quantas vezes nos pegamos absorvidos pelo efeito manada, assumindo compromissos que destoam dos nossos valores, armando sonhos que na verdade não desejamos e mantendo contato com pessoas que nem bem nos fazem?!

Aos 15, 20 anos, ok. Mas depois de marmanjos, quando a saúde mental ganha uma importância gigante, essas atitudes não reverberam mais. Falta paciência, falta estômago e falta propósito para tudo isso.

Aquele barzinho chato, com personagens que não agregam nada. Aquela reunião com um cliente que não tem nada a ver com o nosso negócio. Aquele relacionamento afetivo que de afetivo não tem nada. Por que nos sabotamos? Por que ainda temos dificuldade em dizer não? Por que insistimos permanecer em situações que não nos pertencem mais? Deixarão de nos amar? Nos darão menos valor? Tranquilo. Isso diz mais sobre eles do que sobre nós.

Portanto, frequente a igreja “x”, vá ao restaurante “y”, construa sua casa no condomínio “z”, use seu sapato de salto chique, assuma seus cabelos brancos, beba aquele vinho de rótulo famoso, encha seu rosto de procedimentos estéticos, matricule- se no Crossfit, jogue seu beach tennis. Mas se isso realmente fizer sentido para você, e não porque fulaninho fez ou ciclaninho deixou de fazer.

Lembra que a gente esperneava quando nossas mães não nos deixavam ir à festa que todo mundo ia?
A resposta era simples, reta e direta: “Você não é todo mundo”. E isso é mágico!

Beijos e até a próxima sexta.

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