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Quantos anos você tem?

RGs meramente ilustrativos.
Pity Búrigo
Por Pity Búrigo 17/09/2021 - 20:33Atualizado em 17/09/2021 - 20:47
Iris Apfel: vida longa aos que sabem viver 

Ícone da moda, Iris Apfel, a badalada designer de interiores que possui dois milhões de seguidores na sua cola, completou recentemente 100 anos e teve sua foto de aniversário viralizada nas redes sociais. Nela, a “vovózinha” que faz sucesso na internet aparece plena, em um vestidão de poá preto e branco, batom, unhas vermelhas, muitas pulseiras e colares, em meio a balões prateados e três coloridos que revelam o número mágico: 100. Sua legenda explica o por que de tanta magia: “Não é todo dia que você chega aos 100 anos... Que comecem as celebrações!”.

A Iris é a prova viva (vivíssima!) de que a nossa idade é apenas um número. E que tem muito mais a ver com leveza do que com envelhecimento. O mercado da beleza está aí nos oferecendo inúmeros procedimentos estéticos, de antirugas a preenchedores sem fim, mas ninguém vem nos oferecer leveza. Isso não está à venda porque, ao contrário das receitas prontas que prometem 10 anos a menos em frente ao espelho, a leveza vem de dentro. Nós somos os próprios fabricantes dessa fórmula exclusiva que tantos almejam, porém nem todos possuem. E conviver com gente leve é uma delícia!

Gente leve não leva a vida muito a sério porque sabe que daqui não levaremos nada. Topa ser companhia e dividir um uísque do bom em um baile de gala e não reclama em beber uma pinga baratinha com ovo de codorna em conserva no boteco da esquina. Usa a rede social para falar de coisas boas e não para externar suas frustrações na tentativa de chamar a mais tola das atenções. São aquelas pessoas que o sorriso chega antes. É o tipo de gente que é leve justamente porque vê beleza nos detalhes. Independente da quantidade de anos vividos.

Os nossos pais, por exemplo, já tiveram a nossa idade. E é bem comum, quando adolescentes (leia-se “aborrescentes”), fazermos piadas com os mais velhos. Quem nunca torceu o nariz para alguma atitude materna/paterna, que, sob nossos olhos bobinhos, não condiziam com a data de nascimento que eles carregavam no RG?! “Ai, mãe, que vergonha!”.

Tem gente que cresceu e continua assim. Julgando, criticando, apontando o dedo para quem é feliz. Ou melhor: para quem é leve. Gente que prefere o amargor da vida às delícias que a mesma possa oferecer. Que cresceu, mas não evoluiu. Para cada solução, um problema. Sabe gente azeda? Bingo!

Hoje mesmo eu estava assistindo a uma entrevista da Narcisa Tamborindeguy e fui cativada por sua leveza. Coincidentemente, seu melhor amigo, conforme contou, era o cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Porém a beleza da socialite não está na pele esticada e nem nos cabelos bem tratados. Narcisa é bonita porque é divertida, carinhosa e generosa. Uma mulher incrível, com diplomas em Jornalismo e Direito, que de louca não tem nada. Louca é a vida que, segundo ela, é também absurda, porém divina.

Que possamos desfrutar a divindade e leveza das nossas, não importa se aos 20, aos 40, aos 70 ou aos 100.

Um beijo e bom fim de semana!
 

4oito

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